Metrô Rio terá de indenizar pais por morte de garota no Rio

Gabriela Prado, cuja morte causou comoção no País, foi baleada em tiroteio dentro de estação na zona norte

Talita Figueiredo, O Estado de S.Paulo

15 Outubro 2008 | 19h11

O desembargador Mário Guimarães Neto, da 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, determinou na terça-feira, 14, que o Metrô Rio indenize em R$ 150 mil o psicólogo Carlos Santiago pela morte de sua filha Gabriela Prado, há cinco anos, dentro de uma estação de metrô da zona norte do Rio. A menina foi baleada e morta durante um assalto à bilheteria que terminou com uma troca de tiros entre os assaltantes e um policial civil que entrava na estação. Gabriela tinha 14 anos e saía de casa sozinha pela primeira vez.   A morte da menina causou comoção na cidade e fez com que seus pais, Carlos e Cleyde Prado criassem o movimento "Gabriela Sou da Paz", para coletar assinaturas na tentativa de alterar itens do Código Penal e lutar contra a impunidade. Cleyde morreu mês passado em conseqüência de um acidente vascular cerebral (AVC). "Não me senti bem em saber da decisão do desembargador, porque não há como comemorar o recebimento de dinheiro pela morte de um filho. Mas fica uma sensação de que, em parte, a Justiça está sendo feita. Esta decisão poderá servir de exemplo e forçar que órgãos públicos, bancos e concessionárias do Estado invistam em segurança", disse Carlos.   Em primeira instância, a juíza Mônica de Freitas Lima Quindere da 5ª Vara Cível julgou o pedido improcedente, em julho do ano passado. A família de Gabriela entrou com recurso e obteve desta vez vitória parcial - além do pedido de indenização, eles pediram também pensão que foi negado. A assessoria de imprensa do Metrô informou que vai se pronunciar sobre a decisão judicial apenas depois de ser notificada oficialmente. Ainda cabe recurso.   Os cinco homens que participaram do assalto à bilheteria da estação do metrô foram condenados, em junho deste ano, pela juíza Andréa Fortuna Teixeira, da 35ª Vara Criminal do Rio a penas que variam de 19 a 36 anos de reclusão.

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