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Metroviários do Rio aceitam proposta e desistem de greve

Categoria terá reajuste de 8% aumento no piso; eles ameaçavam parar às vésperas da Copa

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Clarissa Thomé ,
O Estado de S. Paulo

10 Junho 2014 | 22h28

RIO - Metroviários do Rio, reunidos em assembleia, decidiram na noite desta terça-feira, 10, aceitar a proposta da empresa Metrô Rio e desistiram de entrar em greve. A categoria aceitou o reajuste de 8% nos salários, além do aumento do piso salarial de 14,65% (o valor passa de R$ 750 para R$ 860). Também haverá aumento do tíquete refeição, cesta básica, entre outros benefícios.

Cerca de 300 metroviários participaram da assembleia, mas somente 104 sindicalizados puderam votar. A decisão foi apertada - 56 votaram contra a greve, 48 a favor. 

Os metroviários ameaçavam parar às vésperas da Copa. O serviço é parte fundamental para o transporte de torcedores para o Maracanã - há três estações no entorno do estádio (Maracanã, São Cristóvão e São Francisco Xavier).

A última greve dos metroviários do Rio ocorreu em 25 de maio de 2000, quando 95% dos 1.600 funcionários aderiram à paralisação de 24 horas. Na ocasião o serviço transportava 400 mil pessoas diariamente. A greve provocou engarrafamento em toda a cidade.  A Justiça do Trabalho determinou que a greve fosse suspensa à tarde. Os trens da linha 2 deixaram de circular, por causa de uma pane na subestação da Carioca. À época, a administração do Metrô acusou os grevistas de sabotagem.

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