Michelle tenta sambar com a ajuda da Tijuca

Enquanto o marido discursava no Theatro Municipal, Michelle Obama se divertia com as filhas, Malia e Sasha, a mãe e a comadre no barracão da Unidos da Tijuca. Ao som da bateria da escola, a primeira-dama tentou sambar. Porém, Michelle fez apenas passos de charleston, como descreveu um dos 70 integrantes presentes da escola na apresentação de ontem.

Roberta Pennafort / RIO, O Estado de S.Paulo

21 Março 2011 | 00h00

A primeira-dama dos Estados Unidos, após ter lições rápidas de chocalho e tamborim, conseguiu tirar som dos instrumentos. Os integrantes da Unidos da Tijuca, que mantiveram segredo da visita até meia hora antes da chegada da comitiva, como exigiu o governo norte-americano, prepararam um minidesfile exclusivo para as convidadas. Fizeram uma amostra do que foi apresentado há duas semanas na avenida. Colocaram para funcionar dois dos carros alegóricos que remetiam a filmes norte-americanos, "Indiana Jones" e "Harry Potter" (o enredo era sobre o medo no cinema). Os efeitos especiais encantaram a primeira-dama e as filhas.

"Amazing!" (incrível), exclamou Michelle ao assistir à performance da comissão de frente, que usou truques de ilusionismo. "Lindo!", arriscou em português, ao avistar as fantasias das alas, as mulatas sambando e o casal de mestre-sala e porta-bandeira bailando. Quis saber quais materiais haviam sido utilizados e mostrou curiosidade com relação ao enredo de 2012 - o qual o carnavalesco, Paulo Barros, disse ser "segredo".

"Michelle é uma figura apaixonante. Foi magnífico, ela ficou feliz do início ao fim. Apesar de ser uma viagem de cunho político, a primeira-dama aproveitou. É bonita e simpática, e saiu daqui abismada, pois nunca tinha visto algo igual", relatou o carnavalesco, o único que se dirigiu a Michelle, em inglês.

Ela provou água de coco durante um lanche que foi montado no barracão. Michelle permaneceu uma hora por lá. A rua foi fechada e a imprensa, mantida numa transversal, a 150 metros da entrada. O policiamento incluiu homens do Exército, policiais militares e guardas municipais.

Durante a semana, o galpão havia sido inspecionado por agentes norte-americanos. Seguranças impediram a entrada de celulares com câmeras fotográficas quando revistaram os integrantes da escola de samba. Todos saíram com uma ótima impressão de Michelle. "Ela é uma fofa, dançou um charleston bem bonitinho. É negra, tem molejo", avalizou Marcelo Sandryni, coreógrafo da escola. "Ela leva jeito para sambar, mas é o jeito americano...", relativizou Paulo Barros.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.