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Minas tem 31 cidades afetadas pela chuva

Mais de 1,5 mil pessoas estão desalojadas; Estado ainda tem mil casas danificadas e sete destruídas

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Rene Moreira,
Especial para O Estado

21 Janeiro 2016 | 16h22

FRANCA - Boletim da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil (Cedec) de Minas Gerais, divulgado nesta quinta-feira, 21, aponta que 31 cidades no Estado foram prejudicadas pelas chuvas entre o final do ano passado e o início de janeiro. Dessas, quatro já decretaram estado de emergência em razão dos estragos.

Em Minas, são 1.636 pessoas desalojadas, sendo 681 desabrigados. O levantamento aponta ainda 1.074 casas danificadas e sete destruídas, além de dez pessoas feridas e uma morta em razão das chuvas. A vítima é Antônio Luiz Alves Júnior, de 30 anos, que foi levado pela correnteza em Montes Claros, no norte do Estado.

Guanhães, na região do Vale do Rio Doce, registrou a maior quantidade de chuva em 24 horas no ano de 2016. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, entre os dias 19 e 20 de janeiro choveu na cidade 189,4 mm. O recorde anterior era de Tucuruí, no Pará, onde choveu 184,4 mm entre 12 e 13 de janeiro.

Já em Ferros, cidade localizada na região do Vale do Aço, uma enchente na tarde desta quarta, 20, deixou cerca de 600 pessoas desalojadas. Segundo a Defesa Civil, pelo menos 30 casas foram destruídas após o Rio Santo Antônio transbordar a ponto de encobrir vários imóveis.

A força da chuva ainda derrubou seis pontes e isolou muitos moradores. Metade do município ficou inundada e o prefeito Carlos Castilho Lage decretou estado de calamidade pública.

Poços. Boa parte das cidades mineiras prejudicadas com a chuva fica no sul do Estado. Em Poços de Caldas, as forças de segurança e a prefeitura realizam ações conjuntas em resposta às fortes chuvas da noite de terça-feira, 19. Órgãos coordenados pela Defesa Civil se reuniram nesta quarta, 20, para anunciar o que pretendem fazer.

Dados do Departamento Municipal de Água e Esgoto apontam que choveu mais de 150 mm em um período de duas horas. Isso representa mais que a média mensal do município (145 mm).

Ruas centrais foram alagadas, assim como casas, lojas, hotéis, bancos, lanchonetes e outros imóveis. Ainda estão sendo realizados serviços de retirada de lixo e entulho, além de lavagem de ruas. Estão mobilizadas 250 pessoas com 30 caminhões e 15 máquinas diversas no trabalho.

Uma revendedora de veículos usados teve 18 carros encobertos pela água, que ainda arrebentou vidros de lojas e arrastou mercadorias para as ruas. Um hospital ficou alagado e calcula prejuízo de mais de R$ 80 mil.

O Balneário Mário Mourão foi fechado, o Parque José Affonso Junqueira e o Parque Antônio Molinari foram fechados por causa dos alagamentos.

Contágio. Na cidade uma equipe da Secretaria Municipal de Saúde iniciou ações de prevenção às doenças que ocorrem em situação de inundação, com destaque para a leptospirose. Foi feito também um alerta aos hospitais e unidades de saúde para casos suspeitos que podem surgir em um período de 4 a 7 dias.

Um grupo foi criado por moradores para recolher donativos visando a ajudar as vítimas da chuva.

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