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Ministério pede que SP ‘exporte’ tropa ninja antiprotesto

Ricardo Della Coletta e Débora Álvares

28 Fevereiro 2014 | 21h 23

Grella e Alckmin participaram de reunião com Cardozo; protesto contra Copa na capital teve 230 presos

O Ministério da Justiça pediu ao governo de São Paulo que a estratégia adotada pela polícia paulista para isolar black blocs em manifestações - a chamada "tropa ninja" - seja repassada a outros Estados. A informação é do Secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella Vieira. Ele e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) participaram, em Brasília, de uma reunião com ministros sobre o esquema de segurança na Copa do Mundo de Futebol.

"Houve uma solicitação por parte do ministério (da Justiça) para que façamos uma reunião para transmitir essa experiência a outros Estados, tendo em vista os bons resultados", disse Grella. "Nós nos colocamos à disposição para nos reunirmos com outros Estados, para que os comandantes que planejaram essa ação transmitam o planejamento, a forma de operação e a estratégia para utilizá-la", afirmou o secretário.

O encontro aconteceu na manhã desta sexta-feira no Palácio do Planalto, em Brasília. Estavam presentes os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo; dos Esportes, Aldo Rebelo; e da Defesa, Celso Amorim. Nele, o governador e os ministros também conversaram sobre questões de escolta e o deslocamento de delegações pela cidade.

Ao fim da reunião, Alckmin destacou que a estratégia da "tropa ninja" foi bem recebida pelo governo federal - o ministro Cardozo já havia se manifestado no sentido de que a tática poderia ser replicada em outros locais. "Conversamos sobre a nossa experiência há duas semanas, que foi muito exitosa por parte da PM", disse o governador. "Diminuiu a depredação e diminuiu o confronto com a estratégia de isolamento de mascarados, que foi muito bem-sucedida."

Prisões. O protesto contra gastos públicos na Copa do Mundo, há uma semana, reuniu mais de 2 mil manifestantes e a PM paulista deteve 262 pessoas, o maior saldo de prisões nas ruas desde junho.