Germano Rorato/Agência RBS
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Ministério Público denuncia 43 pessoas em processo da boate Kiss

Segundo o MP, crime de falsidade ideológica foi cometido em 2009, durante trâmites para a regularização do estabelecimento

Wagner Machado, Especial para O Estado

05 Dezembro 2014 | 17h19

PORTO ALEGRE-  O Ministério Público (MP) de Santa Maria (RS) ofereceu denúncia, nesta sexta-feira, 5, contra 43 pessoas que estariam envolvidas no incêndio da boate Kiss, que resultou em 242 mortes em janeiro do ano passado.  O MP denunciou sete pessoas com ligação direta com à casa noturna - Elissandro Callegaro Spohr, Tiago Flores Mutti, Santiago Mugica Mutti, Cíntia Flores Mutti, Élton Cristiano Uroda, Alexandre Silva da Costa e Eliseo Jorge Spohr - e mais 27 pessoas por falsidade ideológica por causa da fraude no documento.

A denúncia, assinada pelos Promotores de Justiça Maurício Trevisan e Joel Oliveira Dutra, tem por base o inquérito policial que investigou as assinaturas favoráveis ao funcionamento da boate Kiss por pessoas que não moravam a menos de 100 metros da casa noturna, em documento encaminhado ao Município de Santa Maria para regularização da casa noturna.  

Segundo a avaliação do MP, o crime de falsidade ideológica foi cometido no segundo semestre de 2009, durante os trâmites para a regularização do funcionamento da Santo Entretenimento LTDA./Boate Kiss. Cíntia, Alexandre e Élton Cristiano figuravam como proprietários da empresa na condição de "laranjas". Na realidade, os verdadeiros donos do empreendimento eram Alexandre, Tiago e Eliseo Jorge.

Também nesta sexta-feira, o Ministério Público fez um aditamento à denúncia por falso testemunho oferecida em abril do ano passado, dando nova descrição aos fatos narrados contra Élton Cristiano Uroda e Volmir Astor Panzer, para crime de falsidade ideológica, e incluindo, como acusados, também por tal delito, Elissandro Callegaro Spohr, Mauro Londero Hoffmann, Tiago Flores Mutti, Cíntia Flores Mutti, Alexandre Silva da Costa, Ângela Aurélia Callegaro, Eliseo Jorge Spohr e Marlene Teresinha Callegaro. 

Igualmente foi incluído Jáckson Heitor Panzer, mas por falso testemunho relativo à posição de Eliseo, seu patrão, na composição societária da boate."Todos os acusados eram cientes da falsa declaração inserida na Consulta Popular por diversas pessoas que não obedeciam aos critérios exigidos no documento, alterando assim a verdade em busca da regularização do funcionamento da Boate Kiss", explicaram os promotores Maurício Trevisan e Joel Dutra. 

Ao todo, entre denúncia e mudança na denúncia anterior, foram inseridas acusações novas contra 43 pessoas.

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