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Ministério Público encontra indícios de fraude em transportadoras de leite no RS

Elder Ogliari - O Estado de S. Paulo

09 Maio 2014 | 17h 50

Foram recolhidos sacos de soda cáustica, bicarbonato de sódio, sal e ureia em instalações de empresas responsáveis por pegar o leite na propriedade rural e entregar para o beneficiamento

PORTO ALEGRE - Além de prender os proprietários e um funcionário das empresas Inovare e Hollmann, a quinta fase da Operação Leite Compen$ado, deflagrada nesta quinta-feira, 8, encontrou indícios de fraude no leite em todas as sedes de transportadoras nas quais cumpriu 15 mandados de busca e apreensão.

Assim como nas duas indústrias, foram recolhidos sacos de soda cáustica, bicarbonato de sódio, sal e ureia também em instalações de empresas responsáveis por pegar o leite na propriedade rural e entregar para o beneficiamento, segundo informação divulgada nesta sexta-feira, 9, pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul.

A Justiça expediu mandados de busca e apreensão de 34 caminhões, mas somente 16 foram encontrados. Os promotores envolvidos com a operação vão colher depoimento dos transportadores nos próximos dias. A denúncia à Justiça deve ser feita até o final da semana que vem.

A nova etapa da operação detectou adulteração de leite para processamento na indústria. A investigação suspeita que as empresas, de Imigrante e Paverama, que detêm, respectivamente, as marcas Hollmann e Pavlat, adicionavam os produtos ao leite azedo, recuperando parcialmente seu gosto e prolongando sua vida útil. Nas quatro etapas anteriores foi descoberto que transportadores adicionavam água para aumentar o volume do produto e ureia com formol para compensar a perda nutricional.

A Inovare alegou que fez contraprovas de lotes colocados sob suspeição e obteve resultados compatíveis com os padrões exigidos pelo Ministério da Agricultura. A Hollmann ainda não se manifestou.

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