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Ministra de Direitos Humanos critica polícia e MP-RJ por prisão de ator

Thaise Constancio - O Estado de S. Paulo

27 Fevereiro 2014 | 14h 48

Maria do Rosário participou do lançamento da Campanha Nacional de Carnaval pelo Fim da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes

RIO - A ministra da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), Maria do Rosário, classificou como "uma série de violências" as ações da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio (MP-RJ) pela prisão indevida do ator Vinícius Romão de Souza, de 27 anos. Ele ficou 16 dias detido, após ser acusado injustamente de ter roubado a bolsa de uma mulher na Rua Amaro Cavalcanti, no Méier, zona norte do Rio.

"A situação do Vinícius demonstra uma serie de violências praticadas contra ele, que foi acusado injustamente, preso injustamente e agora colocado em liberdade. O caso é grave ele porque foi apontado como preso em flagrante e não havia o flagrante, porque ele não foi responsável por aquilo pelo que foi imputado", afirmou Rosário no lançamento da Campanha Nacional de Carnaval pelo Fim da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes.

"Erra a polícia, o MP-RJ, as instituições e o Estado, o que me inclui, que apontaram o dedo acusando um negro, que não teve condições de ser ouvido e demonstrar que não era ele. Isso demonstra, provavelmente, uma situação também de racismo institucional, que nós não podemos aceitar no Brasil", disse.

Situação recorrente. A ministra lembrou que, assim como Souza, no Brasil existem 200 mil pessoas presas em situação provisória, sem julgamento. A Campanha pelo Fim da Violência, segundo Rosário, é uma preparação para a Copa do Mundo e para os grandes eventos que o País vai receber. "Essa será a Copa contra o racismo e pela paz, essas são as palavras da presidenta Dilma."