Ministro da Justiça negou envio de Força Nacional para sistema prisional de RR

'Apesar do reconhecimento da importância do pedido de Vossa Excelência, infelizmente, por ora, não poderemos atender ao seu pleito', disse Alexandre de Moraes em resposta

Cyneida Correia, Especial para o Estado

06 Janeiro 2017 | 11h59

BOA VISTA - Documentos mostram que o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, negou um pedido do governo de Roraima, feito em novembro do ano passado, para que o governo federal enviasse a Força Nacional para reforçar a segurança no sistema prisional do estado. Em ofício enviado no dia 21 de novembro, o governo de Roraima solicitou ajuda "em caráter de urgência". 

Trinta e um detentos morreram nesta madrugada na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc). A maioria das vítimas foi decapitada, teve o coração arrancado ou foi desmembrada. Os corpos foram jogados em um corredor que dá acesso as alas. 

Em coletiva nesta sexta-feira, Moraes afirmou que o governo de Roraima pediu ajuda do governo federal para reforçar aa segurança pública e não para intervir no sistema prisional do Estado.  Segundo ele, Roraima estava sofrendo com problemas relativos a imigração de venezuelanos e, por isso, fez o pedido ao governo federal.

 

A governadora Suely Campos enviou ofício ao ministro, solicitando apoio do governo federal para atuar no sistema prisional de Roraima, em caráter de urgência, incluindo reforço da Força Nacional de Segurança. 

Em resposta ao pedido de socorro, o ministro informou, por meio de ofício, que “apesar do reconhecimento da importância do pedido de Vossa Excelência, infelizmente, por ora, não poderemos atender ao seu pleito”.

No documento, o ministro disse que "a Força Nacional de Segurança Pública encontra-se em fase de preparação  para operação de enfrentamento de  homicídios e violência doméstica, cujo plano está em desenvolvimento neste Ministério, destinando, a priori, a atuação nas capitais dos 26 estados e no Distrito Federal".

Veja a sequência de documentos que mostram o pedido do governo de Roraima e a negativa do Ministério da Justiça:

 

 

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