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Ministro do Esporte critica campanha da Anistia Internacional sobre protestos

Fábio Grellet - O Estado de S. Paulo

21 Maio 2014 | 21h 10

Peça tem o objetivo de pressionar o País a não reprimir protestos durante a Copa; para Aldo Rebelo, 'o Brasil vive o período mais duradouro de liberdades democráticas de sua História'

RIO - O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, publicou artigo em que repudia a campanha "Brasil, chega de bola fora", promovido pela Anistia Internacional do Rio de Janeiro. A campanha tem o objetivo de mobilizar o mundo para pressionar o Brasil a não reprimir protestos durante a Copa do Mundo: "Diga ao governo brasileiro que protesto não é crime. Dê a eles um cartão amarelo", afirma slogan da campanha.

Para Aldo Rebelo, "isso é recado para ditadura". "O Brasil vive o período mais duradouro e profundo de liberdades democráticas de sua História.(...) Não saiu do governo federal um só ato restritivo do direito à manifestação pública. Mas não é lícito aplaudir ‘manifestantes’ praticando saques no comércio, vandalizando equipamentos de utilidade pública, incendiando ônibus do transporte popular e carros da imprensa, depredando prédios da democracia representativa, agredindo jornalistas, ferindo transeuntes, imolando policiais como tochas humanas. A Anistia quer que o mundo diga às autoridades do Rio de Janeiro que não é crime explodir coquetel molotov em atos a que pessoas de boa-fé levam os filhos para defender as causas justas do povo? Não é crime matar cinegrafista que registra o próprio desempenho dos manifestantes?", critica o ministro.

Para Aldo Rebelo, a Anistia Internacional "reinstalou-se no Rio em 2011 com uma diretoria partidarizada que almeja ser a ouvidoria da nação". "O escritório da Anistia Internacional no Rio parece hipertrofiado pela síndrome do pequeno poder, patologia com viés político que faz o doente extrapolar a competência e exorbitar a autoridade. Depois de jornadas memoráveis em defesa dos prisioneiros de consciência, na falta deles, agora, a Anistia engendra campanhas que oscilam entre o sofisma patético e a piada surreal", escreveu o ministro. Ao fim do artigo, Aldo afirma que a sociedade "repudia o cavalo de Átila, que não deixa grama por onde passa", usando uma passagem mitológica que também pode ser interpretada como uma referência a Átila Roque, diretor-executivo da Anistia.

O texto foi publicado pelo jornal "O Globo" e reproduzido na internet pelos sites do Ministério do Esporte e do governo federal. Consultado pela reportagem, Átila informou que só vai se pronunciar hoje sobre as críticas.

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