Ministros negam irregularidades

O ministro das Cidades, Mário Negromonte, disse ter ficado "indignado" com as denúncias de aparelhamento político e cobrança de propina na pasta que comanda. Para Negromonte, o secretário nacional de Saneamento Ambiental, Leodegar Tiscoski, não cometeu ilegalidades, mesmo que, em algum momento, tenha acumulado a função com a de tesoureiro do PP.

, O Estado de S.Paulo

31 Julho 2011 | 00h00

"Ele não era ministro, não ordenava despesas, nem efetuava pagamentos no ministério", afirmou Negromonte ao Estado.

Deputado licenciado do PP, Negromonte também disse que o partido não cometeu ilegalidade ao receber doações de empreiteiras que realizam grandes obras na pasta.

Em nota oficial, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, também rebateu as denúncias do ex-diretor da Conab Oscar Jucá Neto, publicadas na revista Veja. "Nenhum acordo extrajudicial foi fechado durante minha gestão com qualquer empresa privada", escreveu. Ele negou, ainda, que o terreno de R$ 8 milhões tenha sido vendido abaixo do valor de mercado.

Sobre a decisão judicial que beneficia a Caramuru Alimentos, Rossi afirmou que transitou em julgado. "Os cálculos foram determinados pela Justiça e não pela Conab. Portanto, o pagamento a ser feito respeitará a determinação do juiz."

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