Márcio Fernandes/AE
Márcio Fernandes/AE

Missa será quase igual à feita em 12 de outubro

Organizadores da visita a Aparecida optaram por rito mariano; pontífice terá momento intimista, com a imagem da padroeira virada para ele

O Estado de S. Paulo

23 Julho 2013 | 23h26

A primeira homilia do papa no Brasil será sobre o primeiro milagre atribuído a Jesus, que teria transformado água em vinho nas bodas de Caná, festa que teve a presença de Cristo, Maria e dos apóstolos. O evangelho compõe a liturgia especial escolhida para a missa desta quarta-feira,24, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, no interior de São Paulo. Na prática, serão os mesmo textos adotados na festa da padroeira do Brasil, em 12 de outubro.

"Por se tratar de ocasião especial, foi dada a liberdade de escolha e optamos por seguir o rito mariano", diz o prefeito da basílica, padre Valdivino Guimarães. A expectativa é de que o pontífice discorra sobre o tema por cerca de dez minutos, com direito a sermão em português e os já tradicionais improvisos.

A imagem. Quando chegar ao santuário, pela manhã, o papa terá um encontro intimista com a imagem original da santa, encontrada no Rio Paraíba, em 1717. Exposta aos fiéis em uma caixa de vidro blindado no alto de uma das torres da basílica, a "santa será virada na direção do pontífice", que estará do outro lado da parede, em uma capela reservada a ele e a outros 60 sacerdotes. Um dispositivo eletrônico permitirá o giro, que deve durar 20 minutos. Em seguida, a imagem de madeira volta ao lugar de exposição e se inicia a missa.

Do presbitério, Francisco vai ouvir jovens proclamando leituras, orações e cânticos, comandados por um coral e uma orquestra formados por 180 pessoas. Entre as surpresas programadas para a missa especial estão a participação de 27 fiéis, representando os 27 Estados brasileiros durante a procissão do ofertório, e de um garoto de 8 anos, que levará flores para o pontífice.

A lista de presentes inclui uma réplica da imagem de Nossa Senhora Aparecida, uma capelinha de madeira com o desenho da santa e um livro com os nomes de todos os dizimistas da basílica. Na saída da celebração, o papa ainda vai abençoar dez cadeirantes e cinco representantes de outras religiões.

Para seguir o exemplo dado por Jorge Mario Bergoglio, desde que foi escolhido papa, a liturgia terá ornamentos simples, sem luxo. Os objetos litúrgicos, como o cálice a ser usado durante a consagração da eucaristia, são feitos de latão.

Telão. Quem não conseguir vaga dentro do santuário poderá acompanhar a celebração do estacionamento, por meio de quatro telões de alta resolução. O papamóvel circulará entre os fiéis na chegada e na saída de Francisco. Mas o principal contato com o público no espaço da basílica está marcado para ocorrer após a missa, por volta das 12h30, quando o papa fará a consagração de Nossa Senhora de Aparecida na tribuna, diante do povo. /ADRIANA FERRAZ, DIEGO ZANCHETTA, EDISON VEIGA e OCIMARA BALMANT

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