Morre detenta agredida durante rebelião de presas em SP

Uma das detentas agredidas pelas presas rebeladas na Penitenciária Feminina de São Paulo, no Complexo Carandiru, na zona norte, morreu por volta das 19h00 na Santa Casa de Misericórdia. A rebelião continua, mas foram interrompidas as negociações, que deverão ser retomadas amanhã. Oito pessoas continuam reféns, segundo informações da Secretaria de Administração Penitenciária. A revolta das 664 internas do presídio teve início às 13h15, quando terminou o banho de sol. O presídio, com capacidade para abrigar 410 detentas, se encontra com superlotação. As rebeladas colocaram fogo em colchões e outros materiais inflamáveis e viaturas do Corpo de Bombeiros foram encaminhadas para o local. No início da noite, chegaram também tropas do Batalhão de Choque, que não recebeu ordem para invadir a penitenciária. A duas presidiárias foram agredidas e socorridas no PS de Santana. Uma delas é Quitéria Silva Santos, que sofreu um corte profundo no pescoço. Removida à Santa Casa de Misericórdia, morreu no início da noite. A outra está grávida de sete meses e encontra-se em observação.

Agencia Estado,

24 Agosto 2004 | 21h48

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