Morre em SP, aos 64 anos, vice-presidente da SIP

Também vice-presidente da Editora Abril, jornalista marcou-se pela defesa da ética e do direito à informação

, O Estado de S.Paulo

17 Março 2011 | 00h00

Depois de várias semanas internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, morreu ontem, vítima de um tumor no cérebro, o jornalista Sidnei Basile, vice-presidente do Comitê de Liberdade de Expressão da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).

Aos 64 anos, dos quais 43 no jornalismo - embora formado em Direito e Ciências Sociais -, Basile era também vice-presidente da Editora Abril, na área de Relações Institucionais. Como entusiasmado militante da defesa ambiental, fazia parte dos conselhos da WWF-Brasil, do Instituto Akatu e do Conselho Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável.

Depois de uma carreira bem-sucedida nos jornais Folha de S. Paulo e Gazeta Mercantil, Basile tornou-se nome de destaque no jornalismo econômico como diretor de negócios da revista Exame - posto do qual saiu para se tornar secretário editorial e vice-presidente da Abril. Sua paixão pelo jornalismo o levou a dar aulas na Faculdade Cásper Líbero e a lançar, em 2002, o livro, Elementos de Jornalismo Econômico.

No subtítulo do livro ele já desenhava o que se tornaria uma nova cruzada: "A sociedade bem informada é uma sociedade melhor". Na última década, Basile mergulhou na defesa da ética no jornalismo e do direito à informação - militância que o levou, enfim, aos quadros da SIP. Tornou-se um adversário radical das investidas do governo contra a mídia. "É incrível que, depois de 43 anos de uma Lei de Imprensa imposta pela ditadura e um ano e meio depois do julgamento dessa lei como inconstitucional, as forças da treva continuem se levantando a favor de um suposto controle social da mídia", dizia ele em palestra em dezembro passado.

Basile deixa a mulher, Beth, três filhos e dois netos. Será sepultado hoje, no Cemitério Gethsêmani, às 12 horas.

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