Morte de jornalista em Prudente pode ter sido encomendada

O assassinato da jornalista Melissa Martins Corrêa, de 23 anos, em Presidente Prudente, interior de São Paulo, na tarde desta terça-feira, está cercado de mistérios. A jovem foi resgatada, ainda com vida, das águas do Balneário da Amizade, no cidade de Álvares Machado, na região de Prudente, mas, ferida com um tiro na cabeça, morreu minutos após chegar à Santa Casa da cidade. Melissa trabalhava no Jornal Oeste Notícias e foi reconhecida no hospital pelo repórter Cícero Afonso, que trabalhava com a vítima. O repórter disse que ficou ciente de uma ocorrência dentro do Balneário e que começou a desconfiar de que a vítima pudesse ser Melissa pela descrição feita pela polícia e pela demorava da jornalista para voltar do almoço, algo que raramente acontecia. No hospital, o repórter reconheceu a colega. Ainda, segundo Afonso, Melissa teria sido abordada numa rua próxima ao jornal, assim que entrou no seu carro. O Fiat Uno da jornalista foi localizado no final da tarde desta terça-feira perto do Distrito de Eneida. O caso está sendo investigado como roubo seguido de morte. A jovem era contratada do jornal desde outubro de 2002. A polícia de Presidente Prudente investiga a morte misteriosa da jornalista. Duas pessoas já teriam visto o assassino e até conversado com ele. Segundo as testemunhas, o homem disse que a morte da jornalista foi encomendada, a exemplo do assassinato do juiz corregedor Antonio José Machado Dias. Um suspeito já foi detido. As informações são do jornal eletrônico Cosmo, de Presidente Prudente, e da TV Globo.

Agencia Estado,

04 Junho 2003 | 04h15

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