Felipe Dana/AP
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Crise em Alcaçuz chega ao sétimo dia; presos voltam ao teto de pavilhões

Rebelião foi retomada nesta sexta após a saída da maior parte dos policiais, que haviam entrado no local no fim da tarde desta quinta

Marco Antônio Carvalho, Enviado especial

20 Janeiro 2017 | 12h32

NATAL - A Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na Grande Natal, chegou, nesta sexta-feira, 20, ao seu sétimo dia de rebelião. Pela manhã, o clima era de relativa tranquilidade, apesar da circulação livre dos detentos pelos pavilhões, alguns deles ocupando o teto das estruturas ainda com as bandeiras hasteadas.

O motim foi retomado após a saída da maior parte dos policiais de batalhões de operações especiais, que haviam entrado no local no fim da tarde desta quinta-feira, 19. Com o término da operação, os pavilhões das unidades prisionais voltaram a ser controlados pelos detentos.

Ataques. Durante a madrugada, houve novos ataques a ônibus. Uma garagem voltou a ser invadida na zona norte da capital e mais dois veículos foram queimados. Mais de 20 coletivos já viraram alvo de criminosos em ações que a polícia acredita que estejam ligadas à rebelião em Alcaçuz.

As empresas de ônibus decidiram dispensar seus funcionários e suspenderam a circulação das linhas municipais, causando transtornos a cerca de 400 mil passageiros que dependem do serviço.

A prefeitura informou que a Guarda Municipal foi deslocada para as garagens das empresas para garantir a saída dos veículos com segurança. "Mas devido aos ataques na madrugada, elas resolveram não liberá-los." 

A Polícia Civil informou que, desde a quarta-feira, nove pessoas foram presas com ligação ao atentados ordenados pela facção Sindicato do Crime do RN (SDC). As detenções ocorreram na capital e em Parelhas e Pedro Velho, no interior do Estado.

Segundo o delegado-geral adjunto, Correia Júnior, os casos estão relacionados à decisão de transferência de membros do SDC de Alcaçuz, na noite da quarta.

"Encontramos mensagens nos celulares dos suspeitos com as ordens para o ataque. Em Parelhas, o pedido era para que o CDP (Centro de Detenção Provisória) e a delegacia móvel da cidade também fossem atingidos", disse.

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