Motorista não aderiu à inovação na Praia Grande

Dez meses depois do lançamento, a adoção de chips nos veículos na cidade de Praia Grande, na Baixada Santista, não pegou. Apenas mil, dos cerca de 40 mil veículos que compõem a frota da cidade, tiveram instalado o dispositivo, que, basicamente, tem a função de monitorar veículos em caso de roubo. Quando o carro é roubado, o dono deve ligar para um telefone, informar a ocorrência e, dessa forma, acompanhar com a polícia o trajeto do veículo por intermédio de 24 antenas e 1.200 câmeras. Mas, nesses dez meses, apenas 13 proprietários ligaram e só 2 carros foram recuperados. De acordo com dados do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo e Interior 6 (Deinter 6), apesar de as estatísticas de roubo e furto de veículos terem diminuído na região de janeiro a setembro desse ano em relação a 2006, essa queda não foi mais acentuada no município. Pelo contrário, segundo o Deinter, que não estava autorizado a divulgar os números absolutos, a redução desse tipo de crime em Praia Grande foi inferior a ocorrida em outras cidades da Baixada Santista. O chefe do departamento de integração da informação de Praia Grande, Wagner Milan, justifica que o sistema não existe apenas para controlar roubos e furtos e o investimento público de R$ 900 mil valeu à pena. ''''O conceito não consiste só no controle de carros furtados, serve também para rastrear a frota da prefeitura e saber quantas linhas de ônibus estão operando'''', afirmou. De acordo com Milan, a adesão ao sistema foi pequena porque as pessoas reagem com ''''certo preconceito e acham que estão sendo monitoradas.'''' Apelidado pela prefeitura de ''''etiqueta inteligente'''', o programa de monitoramento da cidade foi instalado inicialmente na frota municipal, o sistema foi disponibilizado para a população em 14 de dezembro, a um custo único de R$ 25 por chip, que vem dentro de um selo do tamanho de um grão de arroz.

Rejane Lima, O Estadao de S.Paulo

05 Outubro 2007 | 00h00

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