MPF abre inquérito para apurar causas de acidente aéreo no Recife

Voos da Noar, empresa responsável pelo avião acidentado na última quarta, foram suspensos pela Anac

Nataly Costa, O Estado de S. Paulo

18 Julho 2011 | 19h46

SÃO PAULO - O Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito para apurar as causas da queda do avião da Noar Linhas Aéreas, que matou 16 pessoas no Recife no último dia 13. Apesar de já haver inquérito instaurado pela Polícia Civil de Pernambuco, o procurador da República Marcos Antonio da Silva Costa pediu à Justiça Federal que a "investigação, processo e julgamento dos crimes" relacionados ao acidente sejam de competência da União.

 

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mandou suspender no domingo os voos da companhia depois de receber da Rede Globo cópias de anotações feitas por pilotos da empresa relatando problemas técnicos recorrentes em uma das aeronaves.

 

Por lei, toda observação técnica deveria constar no Relatório Técnico de Aeronave (RTA), documento que orienta mecânicos de voo sobre a manutenção e é inspecionado pela Anac. "Aparentemente existia um RTA fantasma, que não registrava oficialmente as panes", disse ao Estado um piloto de uma das principais companhias brasileiras.

 

Registro perdido. A Noar emitiu nota sobre o furto de registro auxiliar da aeronave PR-NOA. A empresa conta que percebeu a falta do caderno de notas na sexta-feira, após o acidente, na quarta-feira, 13, no Recife. Segundo a empresa, foi feito um boletim de ocorrência na delegacia de Boa Viagem.

 

O delegado que preside o inquérito que apura o acidente, Guilherme Mesquita, encaminhou para a perícia da Secretaria de Defesa Social o original do caderno com o registro auxiliar da PR-NOA. Mesquita quer ouvir, ainda nesta semana, os donos e funcionários da empresa, especialmente os que trabalham na manutenção dos aviões. / COLABOROU ÂNGELA LACERDA E CAROLINA SPILLARI

 

Notícia atualizada às 20h57.

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