Mulher é presa acusada de sequestrar e matar filha de amante no Rio

Segundo a polícia, Luciene, de 24 anos, raptou a criança, culpou o ex-marido e disse ao amante que menina seria libertada com o pagamento de R$ 2 mil

Bruno Boghossian, O Estado de S. Paulo

02 Março 2011 | 19h26

RIO - A polícia do Rio prendeu uma mulher acusada de ter sequestrado e assassinado uma menina de 6 anos em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Luciene Reis Santana, de 24 anos, teria asfixiado a filha de seu amante em um hotel no centro da cidade. Ela foi indiciada e teve a prisão temporária decretada pela Justiça. Se condenada, Luciene pode cumprir pena de até 30 anos de reclusão.

 

O corpo da menina Lavínia Azeredo de Oliveira foi encontrado no fim da manhã, por uma funcionária do estabelecimento, sob a cama de um dos quartos. Ela estava desaparecida desde a madrugada de segunda-feira, 28, quando foi tirada de casa enquanto a família dormia. Peritos afirmaram que a criança foi asfixiada no mesmo dia, com um cadarço de sapato.

 

O motivo do crime seria uma quantia de R$ 2 mil em dinheiro, que era guardada na casa da família de Lavínia por Rony dos Santos de Oliveira, pai da menina e amante de Luciene. Segundo a polícia, a acusada raptou a criança, culpou o ex-marido e disse ao amante que a criança seria libertada com o pagamento do resgate. Luciene sabia que Rony guardava em casa R$ 2 mil, que seriam usados como entrada na compra de um carro.

 

Os policiais acreditam que a acusada decidiu matar a criança após perceber que poderia ser reconhecida pela menina caso ela fosse libertada com vida. Os investigadores articularam o suposto pagamento do resgate na manhã de ontem e prenderam Luciene quando ela tentou fugir. O delegado Robson Costa, responsável pela investigação, considerou o caso encerrado.

 

Lavínia havia sido vista pelos pais pela última vez na madrugada de segunda-feira. Por volta de 3h da manhã, a mãe acompanhou a menina até o banheiro, trancou a porta de casa e fechou a janela do quarto da criança antes de voltar a dormir. Quando o pai de Lavínia acordou, às 5h45, viu que a filha não estava lá, e percebeu que a porta de casa e a janela do quarto estavam abertas.

 

Desde o desaparecimento, Rony levantou suspeitas sobre o envolvimento da amante com o desaparecimento da menina. De acordo com testemunhas, os dois ainda mantinham um caso e teriam brigado na noite anterior ao crime. Na discussão, Luciene teria ameaçado se matar.

 

Os pais da menina e a amante chegaram a ser interrogados durante as investigações, quando o caso ainda era tratado apenas como sequestro. O delegado suspeitava que o criminoso era uma pessoa conhecida de Lavínia pois a porta e a janela não tinham sinais de arrombamento.

 

A polícia chegou ao hotel no centro de Duque de Caxias, a sete quilômetros da casa da família, depois que uma testemunha fez uma ligação para o Disque Denúncia. O corpo da menina foi encontrado sob a cama do quarto 406, vestido com suas roupas e com um lençol sobre o rosto. Ela tinha marcas no pescoço, indicando que havia sido asfixiada. Os investigadores foram até a casa da amante do pai de Lavínia, que foi reconhecida por funcionários do hotel.

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