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Na Câmara, o fumo flagrado em local proibido

Vitor Sorano, JORNAL DA TARDE - O Estadao de S.Paulo

12 Agosto 2009 | 00h 00

Só ontem cinzeiro foi tirado por GCM

A Câmara Municipal de São Paulo acabou com o fumódromo e recolheu o cinzeiro que existia no local somente ontem, às 15h45 - com cinco dias da lei em vigor. A área era o último reduto legal para se fumar na Casa, segundo comunicado da Presidência, de 1º de setembro de 2008. O texto, ainda afixado às portas do heliponto, no último andar, proíbe o fumo em qualquer local da casa, "exceção feita ao fumódromo." O ambiente fica do lado de fora do prédio, em uma área coberta, ao lado do auditório externo. O teto, no caso, é o próprio edifício da Câmara. À frente fica um espaçoso vão descoberto. Segundo a Vigilância Sanitária do Estado, o fumo é liberado mesmo em locais cobertos, mas só se pelo menos dois lados forem abertos - o espaço deve estar separado da área interna, de forma a impedir a entrada de fumaça no ambiente fechado contíguo. A assessoria da Câmara diz que, com base na lei antifumo, entende que o fumódromo não é mais permitido. Agora, afirma, quem quiser fumar deve ir para a calçada da Casa, voltada para o Viaduto Jacareí. A Secretaria de Estado da Saúde informou que um fiscal precisaria visitar o local para saber se a proibição se aplica. O portal www.leiantifumo.sp.gov.br, que se propõe a tirar dúvidas, diz porém que "a lei não autoriza nenhum tipo de fumódromo". A reportagem estava observando o local antes de ele ser extinto, com a retirada do último cinzeiro. Funcionários como faxineiras, seguranças, assessores parlamentares e recepcionistas eram os principais visitantes. Houve dúvidas sobre a aplicação da lei antifumo no local. "Aqui fora pode. Lá dentro é que não", diz a assessora parlamentar Virgínia Correa, de 64 anos. Minutos depois de ela apagar seu cigarro, um GCM que faz a segurança da casa retirou o cinzeiro e debelou os outros fumantes. "Até para a minha surpresa já tiraram o cinzeiro. Provavelmente só (é possível fumar) na rua mesmo", diz a também assessora parlamentar Silvia Bianck, de 37 anos. Ambas são favoráveis à lei.

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