Jason Reed/Reuters
Jason Reed/Reuters

Na despedida, a visita noturna ao Redentor

Em seu último compromisso oficial no Brasil, os Obama dizem adeus ao Rio do alto do Cristo

Sabrina Valle / RIO, O Estado de S.Paulo

21 Março 2011 | 00h00

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, visitou ontem à noite o Cristo Redentor junto com a família, depois de ter desmarcado o passeio previsto inicialmente para a manhã por conta de uma teleconferência com a equipe de segurança sobre a crise na Líbia.

Obama passou meia hora no monumento com a primeira-dama, Michelle, as filhas Malia e Sasha, a sogra, Marian Robinson, e a madrinha das meninas, Eleanor Kaye Wilson.

A visita ao Corcovado, um símbolo carioca e cristão, aconteceu um dia depois de Obama autorizar, do Brasil, o ataque à islâmica Líbia. Obama e a família chegaram às 21h15m sob uma leve névoa e passaram cerca de dois minutos praticamente em silêncio apreciando a estátua. Em seguida, deram a volta no monumento e se encaminharam ao mirante, de onde apreciaram a vista panorâmica da cidade. Os jornalistas que acompanharam a visita foram retirados do local nesse momento para que Obama continuasse a visita familiar de forma privada. Na saída, a família presidencial passou na lojinha de souvenires e tirou fotos com a dona do estabelecimento, Magda Gonçalves, que os presenteou com uma estátua de 21 cm do Cristo.

Magda, filha do fundador da lojinha e neta de um dos construtores da estátua, contou que a família foi muito simpática. A visita toda durou cerca de meia hora e foi acompanhada também por cerca de 30 membros da comitiva que aproveitaram a oportunidade para tirar fotos e conhecer a atração turística.

A visita, que não estava totalmente confirmada até a saída da família do hotel, foi cercada por forte esquema de segurança. O Corcovado foi fechado às 17h e as matas e os acessos ao monumento foram ocupados por centenas de homens da brigada paraquedista. Obama foi criado num ambiente não religioso nos Estados Unidos e escolheu o Cristianismo por afinidade já adulto, sendo batizado em 1988. Os boatos sobre uma suposta ligação com o islamismo vêm das raízes muçulmanas da família de seu pai, um queniano negro com quem teve pouco contato após os 2 anos de idade.

Futebol. No país do futebol, a passagem de Obama pelo Rio teve uma espécie de disputa entre os times cariocas. Obama saiu da cidade levando uma camisa do Flamengo e outra do Fluminense, mas no discurso no Theatro Municipal citou primeiro o Vasco e depois o Botafogo. E ainda brincou com os torcedores: "Quero agradecer a todos por estarem aqui, pois sei que o povo brasileiro leva o futebol a sério".

No disputa entre os clubes, o Flamengo saiu na frente, beneficiado pelo fato de o campo de futebol da sua sede ter sido usado para o pouso do helicóptero presidencial. Pela manhã, quando Obama foi à Gávea pegar o helicóptero para ir à Cidade de Deus, a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, aproveitou para entregar a camisa do time com o nome do presidente escrito atrás. Na Cidade de Deus, o professor da escolinha de futebol Orlando Luiz Muniz entregou a camisa do Fluminense a ele.

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