''''Não pula, não pula, calma, vamos salvá-los''''

No meio do tumulto, ele gritou até perder a voz. ''''Não pula, não pula, calma, nós vamos conseguir salvar vocês.'''' O pedido desesperado, abafado pelos sons das sirenes, vinha de Marcelo Brown, de 39 anos, proprietário de uma loja a 100 metros do local da tragédia. ''''Trabalho encostado ao aeroporto. Escutei a explosão e corri para lá. Vi um cenário de guerra.'''' Brown respirou fundo e tentou ajudar. ''''Vi dois dos meus clientes, que já viraram amigos, em cima do prédio da TAM, querendo se jogar. Se fizessem isso, não teriam chance de sobreviver.'''' Os amigos não pularam. A loja de Brown, espécie de ''''tem de tudo'''', foi aberta há 11 anos. Ele disse que já viu quatro acidentes com avião.

Fernanda Aranda, O Estadao de S.Paulo

21 Julho 2007 | 00h00

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