Nem celular fura retiro carnavalesco

Funcionários que chegam para trabalhar no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte, estão sendo obrigados a deixar o celular na portaria ou têm a bateria recolhida. É o estilo Dilma Rousseff em ação - a presidente, que descansa ali desde sexta-feira, não quer ver nenhuma "foto roubada" veiculada pela mídia.

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

07 Março 2011 | 00h00

Para impedir que haja vazamento de vídeos ou fotos, a Presidência proibiu que as pessoas entrem no local com qualquer tipo de câmera. E incluiu o celular na lista de proibições. A justificativa oficial é que a presidente está em um momento de descanso.

No governo Lula, a restrição aos celulares era imposta apenas para o gabinete. Dilma não só manteve esse veto como o estendeu aos ministros, que não podem mais tuitar nas reuniões.

Desde sexta-feira, quando a presidente chegou a Natal para passar o feriado no hotel de trânsito dos oficiais da Aeronáutica, todos os que chegam à Barreira do Inferno são vistoriados ao ingressar na área militar. Os turistas têm de ficar a distância.

A presidente não quer receber visitas. Na quinta-feira, antes de embarcar, informou a governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM), e a prefeita de Natal, Micarla de Souza (PV), da viagem, mas avisou que não faria contatos políticos.

Um forte esquema de segurança está montado para evitar qualquer tipo de assédio à presidente. Já nas primeiras horas da manhã de sábado, um grande contingente de oficiais do Exército, Marinha e da Polícia Militar trabalhavam no local.

A reportagem do Estado tentou chegar às redondezas da Barreira do Inferno por mar, mas foi impedida pela patrulha da Marinha.

Já na praia da Ponta Negra, a última antes do Morro do Careca, que protege o local, a lancha com jornalistas foi abordada pelos militares.

O hotel de trânsito da Barreira do Inferno foi adaptado para receber Dilma. A Aeronáutica não informou quanto foi gasto com as obras. Mas rebate a informação de que tenham sido gastos R$ 8 milhões, conforme noticiou a imprensa local.

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