No RS, Alckmin vê TV e debates como 'decisivos'

Governador eleito diz, em viagem no Sul, que direitos de resposta obtidos por Serra terão 'bom peso' na reta final

Elder Ogliari / PORTO ALEGRE, O Estado de S.Paulo

26 Outubro 2010 | 00h00

O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), acredita que os dois debates, os programas de rádio e televisão e a experiências dos candidatos serão decisivos nos últimos dias da campanha eleitoral para a Presidência da República. "Acho que é uma eleição não decidida e nós estamos otimistas", afirmou ontem, em Porto Alegre, referindo-se às perspectivas de José Serra (PSDB), que disputa a Presidência com Dilma Rousseff (PT).

Para Alckmin, os direitos de resposta que o tucano já ganhou em programas de Dilma e os que ainda está buscando, assim como os debates, terão "bom peso" numa semana em que a audiência dos horários políticos tende a aumentar.

O futuro governador também destacou que não acredita em preparação de véspera para os debates e deu a entender que o presidenciável de seu partido está mais preparado que a concorrente para o enfrentamento.

"Tem que ter uma vida de preparação e experiência. Serra foi candidato, senador, prefeito, governador e ministro de área econômica e área social, está preparado", avaliou.

Agenda. Alckmin reservou a segunda-feira para divulgar a candidatura de Serra no Rio Grande do Sul, repetindo movimentos que havia feito na semana passada em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Acre. O tucano chegou a Porto Alegre na metade da manhã e visitou quatro emissoras de rádio e a governadora Yeda Crusius (PSDB). À tarde viajou para Santa Maria, onde participou de um ato público de campanha. Alckmin anunciou ainda que vai dedicar o restante da semana à campanha para a eleição de Serra na região metropolitana de São Paulo. Ao falar com os jornalistas, confirmou que os apoiadores de Serra vão reforçar a campanha nas regiões Sul e Sudeste.

Virada. No Rio Grande do Sul, os tucanos esperam reverter o resultado do primeiro turno, quando Serra ficou com 2,6 milhões de votos, 400 mil menos do que Dilma, que chegou a 3,0 milhões de votos. Em 2006, o próprio Alckmin venceu Lula no Estado, pelo placar de 3,46 milhões a 2,05 milhões de votos no primeiro turno e pelo placar de 3,48 milhões de votos a 2,81 milhões de votos no segundo turno.

A expectativa, agora, é ganhar o apoio dos gaúchos que optaram por outros candidatos no primeiro turno. "Acho que a maioria dos votos da Marina vem para o Serra", arriscou Alckmin. "Acho que aqui a diferença ou diminui ou o Serra ganha". No primeiro turno, Marina Silva, do PV, obteve 725 mil votos no Estado.

Assim como Serra vem fazendo, Alckmin também lembrou que o Rio Grande do Sul será governado pelo petista Tarso Genro a partir de janeiro para garantir que o Estado não será discriminado num eventual governo federal do PSDB. "Serra, se eleito, será parceiro do Rio Grande do Sul", prometeu.

Ao abordar as perspectivas econômicas do Brasil, Alckmin sustentou que uma vitória de Serra pode levar à queda das taxas de juros do País, graças, segundo ele, à credibilidade do candidato. Referindo-se às privatizações, o tucano destacou que "o que devia ser concessionado já o foi e com benefícios", citando a popularização da telefonia. Afirmou, ainda, que Serra vai fortalecer as empresas públicas. "Essa questão da privatização é um pouco o PT querer fazer a coisa do medo, mas não tem sustentabilidade, não tem a menor razão de ser", comentou.

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