Nos ''berçários'', bebê-jibóia, filhote de pirarucu e até jacaré

Butantan inaugura espaço para bichos pequenos; no Zôo e no Aquário eles também são atração

Edison Veiga, O Estadao de S.Paulo

04 Outubro 2008 | 00h00

Muito além dos cachorrinhos e gatinhos de pet shop, em São Paulo é possível observar filhotes inusitados no Instituto Butantan, na zona oeste, no Zoológico e no Aquário de São Paulo, ambos na zona sul. Já viu cobrinhas recém-nascidas? Pois a nova atração do Museu Biológico do Instituto Butantan é justamente um "berçário". Na sexta-feira da semana passada, uma das 18 jiboinhas que nasceram em março foi colocada em exposição ao público, em um terrário especialmente preparado para isso. "O investimento em reprodução vem acontecendo, com bons resultados, há anos", comenta o biólogo Giuseppe Puorto, idealizador da iniciativa. "Com esse processo consolidado, é hora de mostrarmos os resultados aos visitantes." Quem visitou o espaço durante esta semana pôde sugerir o nome da jibóia, que é macho. Venceu Jujuzinho, com 56 das 1.137 sugestões apresentadas. Hoje, Dia de São Francisco - considerado o protetor dos animais -, haverá uma cerimônia de batismo da cobrinha. Os autores do nome, chamados de "padrinhos", receberão uma cópia da "certidão". Será inaugurado o berçário, com quatro terrários e filhotes de cascavel, jararaca e suaçubóia. Estrela da semana, Jujuzinho mede 63 centímetros. Quando adulto, pode chegar aos 4 metros de comprimento. Por enquanto, come um camundongo a cada 15 dias - um exemplar crescido se alimenta de quatro ratos de 250 gramas por mês. MAIS FILHOTES Há 2 anos e meio, o Zoológico tem um espaço similar para que os visitantes confiram os recém-nascidos. "Procuramos interferir o mínimo possível", garante o biólogo Guilherme Domenichelli. "Só trazemos para o berçário animais cujos pais não cuidam mesmo, ou a mãe morreu." Atualmente estão ali uma cobra real, uma lagartixa-leopardo, uma tartaruga almiscarada e cinco sapinhos-garimpeiros. Mas já houve casos de mamíferos e aves. "Acontece, por exemplo, de uma mãe não ter leite e termos de criar na mamadeira. Ou de ovos que precisam ser postos em chocadeira, por algum problema", conta. A grande atração do parque, aliás, tem sido o recinto dos chimpanzés. A pequena Lulu nasceu em agosto do ano passado e, sempre agarrada à mãe, é o centro das atenções dos visitantes. Seu nome foi escolhido em uma votação com mais de 5 mil participantes. Dentre os animais maiores, é a caçula do Zôo. No Aquário de São Paulo há dois berçários, ambos no setor de água doce. Em um deles, de 1,5 mil litros, há jacarés-do-papo-amarelo, tigres-d?água e cágados-de-barbicha. No outro, de mil litros, podem ser vistos uma raia de fogo e diversos filhotes de peixes - como aruanã, pirarucu, tucunaré e pacu. Por causa das eleições, o Instituto Butantan fecha amanhã. Zôo e Aquário funcionam normalmente.

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