Nos EUA, ex-presidentes mantêm programas humanitários

Fundações recebem doações de pessoas físicas e jurídicas e valores podem ser destinados diretamente aos projetos

Gustavo Chacra, O Estado de S.Paulo

17 Julho 2011 | 00h00

CORRESPONDENTE / NOVA YORK

As fundações de ex-presidentes dos Estados Unidos são operadas mediante doações realizadas por empresas ou mesmo pessoas físicas com quantias que variam de menos de US$ 100 a dezenas de milhões de dólares. O montante adquirido por esses centros também pode ser investido por meio de fundos próprios ou de terceiros, aumentando os valores disponíveis para programas ao redor do mundo.

Para doar dinheiro para a Fundação Clinton, por exemplo, é preciso atender a alguns requisitos. Desde que Hillary Clinton assumiu o cargo de secretária de Estado, o marido, Bill, passou a tomar mais cuidado com doações vindas de países e organizações estrangeiras que pudessem de alguma forma influenciar o desempenho das funções da mulher.

As doações a essas organizações também podem ser mantidas anônimas, se o doador assim desejar. As informações sobre eles tampouco são repassadas para terceiros. O dinheiro doado pode ser gasto diretamente em um programa específico dessas entidades. Mas a Fundação Clinton diz que seus funcionários são preparados para determinar onde seria melhor aplicar as quantias.

Segundo as leis americanas, essas doações podem ser deduzidas do imposto de renda. Do total doado, na Fundação de Clinton, cerca de 2,7% é gasto com a administração e outros gastos não ligados a programas humanitários ou de pesquisa.

A Fundação do ex-presidente Jimmy Carter aconselha que as doações sejam feitas por meio de cartão de crédito ou transferência bancária "porque ajuda a ver para onde o dinheiro está indo", segundo o site da organização. Há um incentivo também para doações menores, a partir de US$ 25, que podem ser feitas na própria internet.

Conforme dados da organização, 92,9% do dinheiro foi gasto com programas, 2,9% com administração e o restante para arrecadação de fundos. Essa é uma preocupação de Carter, Clinton e de todas as outras fundações ligadas a ex-presidentes. Todos buscam frisar que não querem obter lucros com seus projetos.

Os sites dessas fundações também são organizados para facilitar e incentivar doação de dinheiro, com todas as explicações necessárias, incluindo as jurídicas. A Fundação e Biblioteca Regan, por exemplo, tem um link bem grande indicando "doe agora".

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