Novas tarifas de embarque entram em vigor nos aeroportos do País

Anac estabelece teto, mas valores podem variar entre desconto integral e acréscimo de até 20%

Marcela Gonsalves, Central de Notícias

14 Março 2011 | 15h06

SÃO PAULO - Os novos valores das tarifas aeroportuárias brasileiras entraram em vigor nesta segunda-feira, 14. O reajuste foi definido no fim de janeiro por resolução da Agência Nacional de Aviação Civil e publicado no Diário Oficial da União. A tarifa de embarque doméstico não era reajustada desde 2005 e a de embarque internacional, desde 1997.

 

A Anac estabelece um teto para os valores, mas eles podem variar entre um desconto integral, para incentivar a compra de passagens em horários menos procurados, e um acréscimo de até 20% em horários de pico. "A diferenciação de tarifas por faixas de horários cria incentivos para a melhor distribuição dos voos ao longo do dia, o que reflete em uso mais equilibrado da infraestrutura aeroportuária", explica o diretor Financeiro da Infraero, Mauro Roberto Pacheco.

 

Segundo a Infraero, que administra os principais aeroportos da capital paulista, em Guarulhos e Congonhas serão aplicados preços diferenciados de acordo com o horário. Os descontos variam entre 20% e 79%, e o acréscimo é de até 20%. No caso do Aeroporto de Guarulhos, a tarifa doméstica de pouso será de R$ 1,94 das 23h às 04h59, de R$ 5,17 das 13h às 15h59 e das 22h às 22h59, e de R$ 7,76 das 5h às 12h59 e das 16h às 21h59.

 

Os tetos definidos pela Anac são:

 

Voos nacionais

Categoria 1: R$ 20,65 (valor atual: R$ 19,62);

Categoria 2: R$ 16,23 (valor atual: R$ 15,42);

Categoria 3: R$ 13,44 (valor atual: R$ 11,58);

Categoria 4: R$ 9,30 (valor atual: R$ 8,01).

 

Voos internacionais

Categoria 1: R$ 36,57 (+ taxa adicional de US$ 18);

Categoria 2 :R$ 30,46 (+ taxa adicional de US$ 15);

Categoria 3: R$ 24,37 (+ taxa adicional de US$ 12);

Categoria 4: R$ 12,19 (+ taxa adicional de US$ 6).

 

Entre os aeroportos da categoria 1 estão os principais aeroportos internacionais do País e Congonhas. Eles são responsáveis por cerca de 85% de todo o movimento de carga e passageiros.

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