Número de mortes e acidentes caem 18% nas estradas federais no fim de ano

Balanço da Polícia Rodoviária aponta quase 100 mortes a menos; acidentes caíram 16%

Lígia Formenti, O Estado de S.Paulo

03 Janeiro 2012 | 16h37

BRASÍLIA - Balanço do Departamento de Polícia Rodoviária Federal (DPRF) divulgado na tarde desta terça-feira, 3, informa queda no número de acidentes e mortes nas estradas federais no último período de festas de final de ano, em comparação aos dados de um ano atrás. De acordo com o balanço, 460 pessoas morreram nas estradas durante o último período de festas de Natal e de réveillon, ou seja, 18% menos que as 556 mortes registradas um ano antes.

O número de feridos nas estradas neste último período de festas foi de 6.140, 16% menos que os 7.272 feridos do período anterior. O número de acidentes caiu 10%, de 11.643 para 10.536. A análise considera os números registrados no período entre 16 de dezembro de 2011 e 2 de janeiro deste ano, em comparação com o que foi apurado entre 17 de dezembro de 2009 até 3 de janeiro de 2010.

Exclusivamente no último período de réveillon, na virada de 2010 para 2011, ocorreram 2.364 acidentes nas estradas federais, 10% menos que em igual período de um ano antes, quando 2.615 veículos se envolveram em acidentes. Durante o período de réveillon deste ano foi registrada uma redução de 44% no número de mortes em relação ao ano passado.

É a maior queda registrada na história da DPRF. Foram 75 mortes nesta última virada de ano, ante 134 em igual do período do ano passado. O DPRF apontou, ainda, que foram 1.524 feridos no réveillon deste ano, o que representa queda de 15% ante os 1.799 feridos do período anterior.

Fiscalização. O coordenador geral de operação da DPRF, Giovanni di Mambro, atribui essa queda expressiva no número de acidentes, mortes e feridos nas estradas a uma forma reforçada de fiscalização realizada nos trechos mais perigosos das rodovias.

A Polícia Rodoviária Federal, nessa operação, intensificou a fiscalização em 60 trechos, equivalentes a 600 quilômetros, onde tradicionalmente ocorrem 8% dos acidentes do País. As partes mais críticas estavam nas áreas metropolitanas onde, de acordo com Mambro, há uma oferta maior de bebidas alcoólicas.

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