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'Nunca nos omitimos sobre violência nos Estados', diz Dilma

José Roberto Castro e Carla Araújo - Agência Estado

20 Janeiro 2014 | 10h 51

Em entrevista a rádios mineiras, a presidente afirmou que 'outros governos' trataram a segurança como problema apenas das administrações estaduais

A presidente Dilma Rousseff disse na manhã desta segunda-feira, 20, em entrevista a rádios de Minas Gerais, que seu governo e o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nunca deixaram a questão de segurança pública apenas nas mãos dos Estados. Segundo a presidente, o governo está investindo R$ 1,1 bilhão no sistema penitenciário nacional. A expectativa é que sejam criadas 47 mil novas vagas no sistema prisional, mais de 5 mil delas em Minas Gerais.

Dilma aproveitou para alfinetar "outros governos" que, segundo ela, colocaram o problema da violência como sendo apenas dos Estados. "Nós nunca nos omitimos, pelo contrário", afirmou.

Questionada sobre se não poderia ajudar os Estados a enfrentar o problema da violência, Dilma falou em trabalho de cooperação, discorreu sobre as ações de seu governo nos últimos anos e disse que colocou à disposição dos Estados recursos do Orçamento-Geral da União para a construção de presídios.

A presidente ressaltou ainda o trabalho da Força Nacional de Segurança Pública e o papel dos presídios federais de segurança máxima. Segundo ela, desde a criação destes locais destinados a abrigar presos de maior periculosidade, é "visível a redução no número de rebeliões".

Sobre a Força Nacional, a presidente ponderou que ela só pode ser utilizada em caso de solicitação do governo estadual, como foi o caso do Maranhão, onde homens trabalham no presídio de Pedrinhas. Dilma dividiu as responsabilidades entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário no caso da segurança pública e disse que é preciso mobilização por uma legislação que não seja leniente com a violência.

A presidente Dilma falou ainda a respeito das manifestações de junho do ano passado. Segundo ela, o erro na ocasião foi que em alguns momentos as questões políticas foram tratadas como "se fossem questões de polícia". "E não é, as manifestações políticas são legítimas", afirmou. Dilma citou ainda os protestos com integrantes de rosto coberto. "Aqueles que escondiam a cara e promoviam a violência pela violência, isso tem que ser reprimido e impedido de acontecer", disse. Segundo ela, o Brasil é um País "que reivindica, que fala e é escutado". Ela reforçou ainda que os protestos devem acontecer "desde que de forma pacífica, com respeito ao patrimônio público e privado".