'O Amapá não precisa desmatar para desenvolver sua economia'

ENTREVISTAS

, O Estado de S.Paulo

26 Outubro 2010 | 00h00

Lucas Barreto

CANDIDATO PELO PTB

Como fazer para aumentar a renda do Estado?

O Amapá depende hoje de 75% de transferências da União, em especial do Fundo de Participação dos Estados (FPE). Não é necessário aumentar as alíquotas de impostos para ampliar as receitas do Estado. O governo podem aumentar a arrecadação com ampliação da base contribuinte, por exemplo, com os empreendimentos hidrelétricos em andamento; projetos sídero-minerais; a criação da Zona Franca de Macapá e Santana e da Zona de Processamento de Exportação; atração de investimentos e estímulo ao empreendedorismo. Além disso, nosso governo será de austeridade e de gestão eficaz dos gastos.

Qual a estratégia principal para o seu governo?

Nossas propostas estão alicerçadas em quatro eixos. Um é a gestão, em que vamos combater a corrupção com fortalecimento da auditoria e do controle social. Depois, vamos estimular o desenvolvimento criando um ambiente favorável aos negócios e fortalecendo micro e pequenas empresas com o programa "Compre da gente". Na infraestrutura, vamos destinar 1% do orçamento para construção de casas populares e fazer chegar água tratada a todos os lares amapaenses. Por fim, na área social, vamos construir um novo hospital metropolitano para servir Macapá e Santana, criar o cursinho pré-vestibular gratuito e humanizar o acesso aos programas sociais.

Há alguma ideia para se ter uma economia sustentável?

O Amapá não precisa desmatar para se desenvolver, aliás, é o Estado da Brasil com menor área desmatada e com o menor ritmo de desflorestamento. Nossas propostas de desenvolvimento econômico, no campo e na cidade, são orientadas pelo respeito ao meio ambiente.

Se governo vai intensificar algum tipo de política diferenciada em relação a educação, saúde ou habitação?

Duas importantes propostas sociais têm se destacado nesta campanha: a construção de um novo sistema de captação e tratamento de água no Rio Pedreira, que apresenta qualidade de água superior à do Amazonas; e a criação da Companhia Estadual de Habitação e destinação de 1% do orçamento (aproximadamente R$ 28 milhões) para a construção de casas populares.

O apoio aos candidatos presidenciáveis, em segundo turno, será importante em que sentido?

No Amapá, a questão perde importância porque ambos os candidatos declararam apoio a Dilma. Acredito que tanto Dilma quanto Serra serão parceiros do Amapá a partir de janeiro.

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