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O sucesso do número 1

CONTEÚDO DE RESPONSABILIDADE DO CENTRO DE INTEGRAÇÃO EMPRESA-ESCOLA

20 Março 2014 | 02h 45

O estágio pode ser o início de uma carreira de sucesso. Foi assim com José Feliciano, o estagiário número 1 do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE). Hoje consultor independente, ele já foi diretor de várias instituições financeiras, como o Unibanco, Citibank e HSBC. Há 50 anos, Feliciano cursava o primeiro ano da Faculdade Paulista de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), quando leu uma matéria sobre a abertura do CIEE. Naquele momento, o então estudante percebeu a importância da integração entre empresa e escola.

Ligou para o jornal e pegou o endereço da entidade. Quando chegou ao sobradinho azul na Rua 13 de Maio, no bairro do Bixiga, viu que o pessoal ainda estava colocando os móveis no lugar para começar o atendimento. "Preenchi a primeira ficha de estágio do CIEE", lembra. Logo, conseguiu o primeiro estágio no departamento jurídico da Ultragaz. "O CIEE me conseguiu três estágios e foi no último que descobri a minha vocação", diz. Era em uma financeira, para fazer pesquisas. "Descobri ali que queria trabalhar com economia e mercado de capitais."

O consultor acredita que a iniciativa de criar o CIEE foi muito feliz. "Resolveram um problema comum aos estudantes, porque eles tinham muita teoria, mas pouca prática." Ele ressalta a importância social do estágio. "Na época, a bolsa-auxílio me ajudava a viver em São Paulo." Nascido em Barretos, no interior do Estado, Feliciano veio para a capital com 18 anos para trabalhar. Fez cursinho e passou no vestibular de Direito. "Na época, eu morava em uma república onde cabiam duas pessoas no máximo, mas éramos seis", conta.

Durante o tempo em que atuou em empresas, Feliciano implantou programas de estágio, para que, como ele, jovens tivessem oportunidade de iniciar no mercado de trabalho e crescer. "Acompanhei de perto muitos jovens. Foi uma maneira de reconhecer a oportunidade que tive e criar condições para outras pessoas começarem como eu." Foi ainda na gestão de Victório D’Achille Palmieri, quando já trabalhava no Citibank, que Feliciano tornou-se conselheiro do CIEE. "O professor

Palmieri me ligou e perguntou: ‘O que você está fazendo neste momento em resposta ao que a sociedade fez para você?’. Ele me pegou de surpresa e me convidou a fazer parte do conselho, onde fiquei por dez anos, o que me deixou muito orgulhoso."

Feliciano acredita que os jovens de hoje têm mais oportunidades do que os do passado. "Hoje eles têm acesso a muita informação, podem tirar proveito disso e amadurecerem mais rápido." /CONTEÚDO DE RESPONSABILIDADE DO CENTRO DE INTEGRAÇÃO EMPRESA-ESCOLA

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