Epitácio Pessoa/Estadão
Epitácio Pessoa/Estadão

Objetivo dos tiros de guerra é qualificar cidadãos

'A ideia é facilitar a vida do recrutado, estabelecendo para ele uma rotina que permita conciliar o treinamento na tropa com o trabalho e a escola'

Roberto Godoy, O Estado de S.Paulo

15 Novembro 2017 | 06h00

SÃO PAULO - Na idade da tecnologia, o Tiro de Guerra, uma instituição de 115 anos, tem trabalho e função. Formar reservas do segundo círculo para o Exército e atender às regras do serviço militar obrigatório em municípios fora do eixo das grandes unidades é a mais óbvia. Há mais. Desde a criação da primeira Linha de Tiro, em 1902, na cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, a formação de novas lideranças nas comunidades é um objetivo. 

+++ Exército já treina mulheres para o front

A operação do modelo é simples. A prefeitura e o comando do exército na região firmam um convênio por meio do qual o instrutor, o fardamento e todo o equipamento são fornecidos pela Força Terrestre, ficando as instalações por conta da administração local. A ideia é facilitar a vida do recrutado, estabelecendo para ele uma rotina que permita conciliar o treinamento na tropa com o trabalho e a escola.

+++ Quando se troca o balé pelo combate

O ciclo de estudo, nos pouco mais de 220 Tiros de Guerra distribuídos pelo País, dura 480 horas de preparo, com mais 36 horas para os que se alistam no curso de formação de cabos - e podem permanecer no Exército por até 8 anos. Boa parte do currículo geral envolve ações de apoio à saúde pública, defesa civil, ambientalismo e segurança. Há, claro, a instrução de combate. Dessa combinação resultam opções profissionais. De acordo com o Ministério da Defesa, cerca de 20% dos alistados que chegam até o fim das 40 semanas, revelam interesse em seguir na carreira por meio das escolas de oficiais e sargentos. 

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.