Obras no Rio Madeira estão entre as principais do PAC

As usinas de Jirau e Santo Antônio deverão gerar 5.125 MW de energia quando estiverem em funcionamento

João Domingos / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

27 Outubro 2010 | 00h00

BRASÍLIA

As usinas de Jirau e Santo Antonio, no Rio Madeira, em Rondônia, são duas das principais obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no setor de energia elétrica. Deverão gerar 5.125 MW de energia quando estiverem em funcionamento. Os investimentos previstos são de 28,4 bilhões, incluídas as linhas de transmissão de energia.

Jirau fica às margens do Madeira - a aproximadamente 120 quilômetros a sudoeste da capita, Porto Velho. O empreendimento, que está sendo tocado pela Empresa Energia Sustentável do Brasil S. A, foi orçada em R$ 9 bilhões. Terá capacidade instalada de 3.300 MW e energia assegurada de 1.975 MW médios, o suficiente para abastecer quase 10 milhões de casas.

A previsão é de que Jirau entre em operação em novembro de 2012, três anos antes do prazo previsto para começar a gerar energia com capacidade plena.

A decisão de antecipar a entrada em operação de Jirau foi tomada pelos empreendedores para alcançar a rentabilidade desejada do projeto. Com essa manobra, Jirau poderá oferecer livremente a energia ao mercado a preços mais altos do que os das tarifas previamente estabelecidas no leilão para depois de 2015. Com isso, os empresários poderão ter ganhos antecipados por três anos. Além da antecipação, o empreendimento receberá um número maior turbinas para gerar mais energia.

Perto da capital. Já Santo Antonio deve entrar em operação em dezembro de 2012. Ela fica a 6 quilômetros da capital. Os investimentos previstos são de R$ 12,2 bilhões. Terá potência de 3.150 MW.

As duas usinas deverão recolher em impostos, anualmente, cerca de R$ 12 milhões à União, R$ 56 milhões ao Estado de Rondônia e outros R$ 56 milhões ao município de Porto Velho, na forma de compensação pelo uso dos recursos hídricos do rio Madeira.

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