Ofensiva contra jornal em Goiás derruba chefe da PM

''O Popular'' foi alvo de tentativa de intimidação, após prisão de 19 policiais acusados de integrar grupo de extermínio

Rubens Santos, O Estado de S.Paulo

05 Março 2011 | 00h00

Um dia após tentativa de intimidação ao jornal O Popular, a Polícia Militar de Goiás trocou o comandante das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) e iniciou processo interno de reavaliação das rotinas da unidade.

A intimidação, registrada por câmeras do jornal, ocorreu na quinta-feira, quando oito carros da Rotam, em baixa velocidade e com sirenes ligadas, passaram diante do prédio do jornal. Isso, no mesmo dia em que foram publicados detalhes sobre as investigações da Operação Sexto Mandamento, da Polícia Federal, que resultou na prisão de 19 PMs suspeitos de integrar grupos de extermínio.

"Comunicamos ao governo e à própria polícia o que estava ocorrendo", relembrou a jornalista Cileide Alves, editora-geral do jornal.

As intimidações ocorrem desde janeiro, por causa de recortagens denunciando o sumiço de 29 pessoas após abordagem da PM de Goiás. Seis ex-comandantes se solidarizaram com a PM, provocando reações. "Isso gerou uma reação contundente na sociedade, pois parecia que os comandantes misturavam o joio no meio do trigo da PM", comentou Cileide.

Rotinas. "Após o episódio, e além da troca de comando, estamos analisando o batalhão, seu papel na sociedade e suas rotinas, para tomar uma série de outras decisões", afirmou o coronel Divino Alves, porta-voz da PM. "É preciso ver a casa, conhecer seus problemas e o que pode ser mudado."

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