1. Usuário
Assine o Estadão
assine


Oito presos maranhenses são transferidos para presídios federais

Ernesto Batista - Especial para o Estado

12 Fevereiro 2014 | 13h 44

É o segundo grupo acusado de liderar facções criminosas a ser retirado de Pedrinhas

SÃO LUÍS - Na manhã desta quarta-feira, 12, oito presos foram transferidos de avião da Polícia Federal (PF) do Complexo Penitenciário de Pedrinhas para um presídio federal, em Campo Grande (MS). Os detentos estavam presos no Centro de Detenção Provisória (CDP), no presídio São Luís II e na Casa do Albergado, no Monte Castelo.

Esse é o segundo grupo de presidiários maranhenses acusados de liderar facções criminosas que lutam pelo controle do tráfico de drogas em São Luís e das prisões estaduais a ser transferido para presídios federais em 2014.

Com isso, chega a 17 o número de transferidos desde o dia 20 de janeiro e há a expectativa de que mais 18 sejam levados para prisões federais ainda no primeiro trimestre do ano, chegando a um total de 35 transferências.

Foram transportados os presos Edimilson Viana Ribeiro Júnior, o Júnior Peste; Marcos André Silva Vieira, o Marquinhos Matança; Jimmy Cleiton Alves Siqueira; William de Oliveira Costa, o Carioca; Luís Fernando Cruz Rabelo, o Pixilinga; Alberto Salazier de Carvalho Neto; Gieliton de Jesus Santos Silva, o Gil Aranha; e Leanderson Nonato dos Santos, o Léo Pirento. Esse último era o único preso fora do Complexo Penitenciário de Pedrinhas - ele estava na Casa do Albergado do Monte Castelo.

Esquema de segurança. Para a transferência, foi montado um esquema de segurança que envolveu cerca de 50 homens da Polícia Militar, agentes da Superintendência de Investigações Criminais (Seic), do Grupo Tático Aéreo e agentes penitenciários do Grupo de Escolta e Operações Especiais (Geop) da Secretaria de Estado de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap).

Todos os detentos passaram por um exame de corpo delito em uma sala improvisada no Aeroporto Hugo da Cunha Machado e em seguida embarcaram algemados em um avião Embraer ERJ-145 da Polícia Federal, escoltados por 11 agentes penitenciários federais.

Combate à violência. A transferência de detentos do Maranhão para presídios federais é uma das 11 medidas anunciadas de combate à violência no sistema carcerário do estado numa tentativa de controlar a violência no sistema prisional maranhense.

Dos 35 nomes listados, a maior parte é acusada de liderar facções criminosas que disputam o controle do tráfico de drogas no Maranhão e de comandar atos violentos. Entre os ataques estão os feitos aos cinco coletivos, em 3 de janeiro, que resultaram na morte da menina Ana Clara dos Santos, de 6 anos, vítima de queimaduras de terceiro grau em 95% do corpo, e em quatro pessoas feridas - entre elas a irmã menor de Ana Clara e mãe. Dessas vítimas, três já tiveram alta e apenas Márcio Ronny permanece internado com queimaduras em 71% do corpo.