ONGs brasileiras estão entre as mais influentes do mundo

Levantamento aponta que, das cem maiores organizações não-governamentais do mundo, quatro são brasileiras

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

25 Janeiro 2015 | 10h15

GENEBRA - ONGs brasileiras estão entre as mais influentes do mundo. Um ranking publicado neste domingo, 25, pela entidade Global Geneva revela que, das 100 organizações não-governamentais mais relevantes no mundo, quatro são brasileiras. 

A ong Saúde Criança aparece na 21ª posição entre as mais influentes do mundo. Criada há pouco mais de 20 anos, a entidade conseguiu reduzir em 85% as hospitalizações de crianças, assiste a milhares de menores e sua metodologia chegou a ser incorporada em políticas de saúde de diversos municípios nacionais. 

 A Viva Rio aparece na 57ª posição, seguida pelo Instituto da Criança, em 84º lugar, e  Centro de Inclusão Digital, na 94ª posição.

O ranking mede o impacto e influência que as entidades não-governamentais tem e até que ponto conseguem mobilizar recursos em relação a uma causa. 

O ranking global é liderado pela entidade Médicos Sem Fronteira, apontada hoje como o pilar no combate ao Ebola na África e assumindo um papel que até mesmo a ONU sofre para atingir. 

O segundo lugar é da Brac, de Bangladesh, seguida pelo Conselho de Refugiados da Dinamarca e pelo Grameen Bank, de também de Bangladesh. O Acumen Fund (EUA) vem na quinta posição, seguido pela Oxfam. 

"Como o ranking mostra, as ongs brasileiras estão liderando o continente sul-americano na direção de criar maior valor agregado entre as entidades sem fim lucrativo", declarou o autor do levantamento, Jean-Christophe Nothias. "Inovação é claramente o que faz com que essas ongs brasileiras estejam entre as quatro mais influentes entre as 100 maiores do mundo", declarou. 

Para ele, o ranking nos próximos anos "certamente terá um número maior de ongs brasileiras". 

Entre as entidades citadas entre as 100 primeiras estão ainda o Islamic Relief International, Survival International, Gavi Alliance, Action Aid, Friends of the Earth e muitas outras de países emergentes. 

Mas quem ainda domina o ranking é a sociedade civil americana, com mais de um terço de todas as entidades listadas entre as 100 primeiras e 25% das 500 ongs mais infuentes. 

Isso inclui ainda entidade como Landesa, One Acre Fund, Cure Violence, Ashoka, Mercy Corps, Room to Read, Root Capital, Rare, Care e Open Society. 

Entre as nacionalidades das ongs, a segunda posição é do Reino Unido, com quase 10% das maiores ongs do mundo, seguido pela Índia e pela Suíça.

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