Operação para fiscalizar casas noturnas perde força no Rio

Operação contra locais inseguros ou sem alvará começou após incêndio em boate de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, com mais de 230 mortos

Marcelo Gomes, O Estado de S. Paulo

19 Fevereiro 2013 | 13h44

RIO - Anunciada com estardalhaço logo após o incêndio que destruiu a boate Kiss e deixou 239 mortos, em Santa Maria, Rio Grande do Sul, a operação emergencial de fiscalização de locais com grande concentração de pessoas - feita em conjunto pela Prefeitura do Rio e pelo Corpo de Bombeiros - parece que caiu no esquecimento. No último balanço divulgado, 17 estabelecimentos haviam sido interditados entre 31 de janeiro e 3 de fevereiro por falta de segurança ou desrespeito às atividades autorizadas nos alvarás de funcionamento. 

A reportagem do Estado perguntou na manhã de segunda-feira, 18, à Secretaria Municipal da Ordem Pública (Seop) e ao Corpo de Bombeiros quais dos estabelecimentos interditados até o início do mês já voltaram a funcionar. Os bombeiros limitaram-se a informar que "não está fazendo consulta caso a caso sobre vistorias e status de estabelecimentos". A nota, de apenas quatro linhas, diz ainda que a intenção da corporação é divulgar até fim deste mês um balanço da operação de fiscalização. 

A relação dos locais com e sem autorização para funcionar também será publicada na internet, mas não há prazo. Já a Seop não se manifestou sobre quais locais que foram fechados - por não respeitar as atividades autorizadas em seus alvarás de funcionamento - já reiniciaram as atividades. A Secretaria informou que está em andamento a informatização da Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização (CLF), que concentra as informações sobre alvarás municipais.

Levantamento feito pela reportagem nos sites dos estabelecimentos ou por telefone constatou que, dos 17 locais interditados, pelo menos 11 já voltaram a funcionar: Zero Zero (Gávea), Zero Vinte e Um (Barra da Tijuca), Baretto-Londra (Ipanema), Blue Agave (Ipanema), Carioca da Gema (Lapa),Casa Rosa (Laranjeiras), Centro Cultural Carioca (Centro), Le Boy (Copacabana), Mud Bug (unidade Rua Paula Freitas, Copacabana), Nuth (Barra da Tijuca), e Sacrilégio (Lapa).

Por telefone, uma funcionária do Barzin (Ipanema) informou que o local ainda não está funcionando como boate. A seção de programação do site da boate Mariuzinn (Copacabana) está vazia. A reportagem não conseguiu contato por telefone com os estabelecimentos Alakazan Casa de Festas (Tijuca), Bronx Bar (Copacabana), Milano Lounge (Ipanema) e OCC (Centro).

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