Oponentes ajudam Mancha Verde a recuperar carros queimados

A escola de samba Mancha Verde, penúltima a desfilar no sábado, ganhou um reforço extra das escolas concorrentes para recuperar dois dos seus cinco carros alegóricos, incendiados na terça-feira. Tudo para colocá-los a tempo na avenida. "Muito importante essa força que as demais escolas deram pra gente. O pessoal da Tucuruvi (Acadêmicos do Tucuruvi) doou tecido, a Império (de Casa Verde) entrou com material de brilho, a Mocidade Alegre ajudou com madeira e o pessoal da X9 nos forneceu tela de galinha, que a gente usa no acabamento dos carros", disse Cláudio Cavalcante, o Cebola, carnavalesco da Mancha. Roseli dos Santos, secretária da Mocidade Alegre, disse que a ajuda foi espontânea. "A disputa existe, mas ela deve ficar só na avenida. Fora dela somos todas coirmãs." Além da ajuda material, o apoio moral também foi importante, segundo Cebola, "e isso veio de todas as escolas". Para o presidente da Mancha, Paulo Serdan, a solidariedade das demais agremiações foi bem-vinda, mas "não foi tanta assim". "As escolas ajudaram com materiais, mas a correria está sendo nossa", disse. Segundo Serdan, integrantes da Mancha Verde se reuniram no dia do acidente e decidiram não responsabilizar o operador que soldava um dos carros e se descuidou, dando início às chamas. "Eu disse que aqui não tem culpado. Se quando a gente acerta vale pra todo mundo, quando erramos também tem que ser assim", disse Serdan, que não quis identificar o integrante. "Se sai no jornal o nome dele, os caras vão cair matando em cima, não tem como."

Agencia Estado,

23 Fevereiro 2006 | 11h12

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