Ayrton Vignola/AE. Clayton de Souza/AE e Eduardo Nicolau/AE
Ayrton Vignola/AE. Clayton de Souza/AE e Eduardo Nicolau/AE

Os eleitores pedem mais tempo

A decisão ficou para o dia 31 - e para os eleitores de Marina Silva. Dilma Rousseff, com 47%, acabou abaixo da margem de erro das pesquisas. José Serra, com 33%, disputará o segundo turno com a candidata do governo. O ex-governador de São Paulo ficou no limite superior da margem de erro; Marina Silva, com 19%, também. Durante a campanha, Marina, ex-ministra do Meio Ambiente de Lula, criticou tanto Dilma quanto Serra. Em discurso ontem à noite, ela não revelou quem apoiará no segundo turno. O assédio à senadora acreana começou ontem mesmo, por enviados de Dilma e de Serra. O candidato tucano, que enfrentava a ameaça de não haver segundo turno, fez discurso eufórico, por volta de meia-noite. Pela manhã, Dilma procurou não esmorecer: "A militância que eu represento é melhor diante de obstáculos do que diante da facilidade." À noite, ela disse que suas propostas ficarão mais claras a partir de agora. As campanhas de ambos serão redesenhadas. O resultado frustra a expectativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cujo engajamento na campanha foi sem precedentes nesses 21 anos de eleições diretas. Lula apostou sua popularidade e colocou o peso de seu cargo na candidatura de sua ministra-chefe da Casa Civil, que nunca disputara eleição e era desconhecida da maioria dos brasileiros até a campanha deste ano.

, O Estado de S.Paulo

04 Outubro 2010 | 00h00

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