Padrastro de Sean deverá pagar multa por descumprir decisão judicial

Em 2008, David Goldman veio ao Rio para visitar o filho, porém padrasto tinha levado o garoto para uma viagem

Marília Lopes, Central de Notícias

17 Março 2011 | 18h27

SÃO PAULO - O padrasto do menino Sean Goldman, João Paulo Lins e Silva, deverá pagar uma multa por descumprimento de decisão judicial. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a decisão do Tribunal de Justiça (TJ) do Rio de Janeiro. Lins e Silva foi condenado pelo TJ por descumprir a decisão judicial que permitiu uma visita de pai biológico de Sean, David Goldman, visitar o garoto em outubro de 2008.

 

Na ocasião, Goldman veio dos Estados Unidos para visitar Sean no Rio de Janeiro, porém o garoto havia viajado com o padrasto. Os ministros Paulo de Tarso Vieira Sanseverino, Massami Uyeda e Sidnei Agostinho Beneti votaram contra a revogação da multa. Os ministros alegaram que não podem reavaliar provas do caso, como determina a súmula vinculante sete do STJ. Apenas a relatora do caso, ministra Nancy Andrighi votou a favor do recurso da defesa de Lins e Silva, que ainda pode recorrer da decisão. A assessoria do STJ não informou o valor da multa.

 

Sean veio para o Brasil aos 4 anos, passar férias com a mãe, a estilista Bruna Bianchi. Aqui, ela decidiu se separar do pai do garoto e não retornar aos EUA. Goldman entrou com processo por sequestro internacional de crianças, com base na Convenção de Haia.

 

Bruna tinha a guarda do filho, mas morreu no parto de sua segunda filha, Chiara, em 2008. Teve início, então, a batalha da mãe de Bruna, Silvana Bianchi, e do padrasto de Sean, o advogado João Paulo Lins e Silva, para manter o menino do Brasil. Por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o garoto foi entregue ao pai em 24 de dezembro de 2009. Recentemente, a Corte de Nova Jersey não aceitou pedido de Silvana Bianchi para visitar o neto.

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