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Paes diz que envolvidos na morte de cinegrafista são 'filhinhos de papai'

O Estado de S. Paulo

11 Fevereiro 2014 | 21h 11

Prefeito do Rio defendeu, em discurso durante evento, que os detidos fiquem na cadeia 'por muito tempo'

 RIO - Em discurso durante evento em Realengo, na zona oeste do Rio, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), chamou de "filhinhos de papai mimados" os rapazes envolvidos na explosão do rojão que matou o cinegrafista Santiago Andrade. Santiago foi atingido pelo artefato enquanto fazia a cobertura dos protestos contra o aumento das passagens no Rio na última quinta-feira, 6. 

Ao criticar a violência nas manifestações, o prefeito afirmou que "desta vez foi um bando de filhos de papai mimados" que destruiu a vida de uma pessoa. "Eles precisam ficar na cadeia por muito tempo. Precisamos é de menos impunidade no Brasil e no Rio de Janeiro. Protesto faz parte, o que não pode acontecer é sair na rua tirando seus recalques, atacando os outros com violência", disse Paes.

Um dos suspeitos apontados pela polícia como responsáveis pela explosão, Caio Silva de Souza mora em Nilópolis, na Baixada Fluminense, e trabalha como auxiliar de limpeza em um hospital estadual. O outro, acusado de passar o rojão para Caio, é tatuador e mora no Méier, na zona norte do Rio. 

Caio teve a prisão temporária decretada pela Justiça na noite desta segunda-feira. A Polícia Civil faz buscas para encontrá-lo. 

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