Para aeroportuários, saída de Pereira ajudaria a solucionar crise

Sindicato afirma que presidente da Infraero se mostrou "incompetente" para lidar com a crise

Agência Estado,

27 Julho 2007 | 12h58

O Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), filiado à CUT, defendeu, nesta sexta-feira, 27, a saída de José Carlos Pereira da presidência da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). Em nota, o Sina afirmou que "a saída do presidente, junto com toda a sua diretoria, ajudaria e muito a solução dos problemas na aviação". Na opinião do sindicato, a diretoria "se mostrou incompetente para lidar com os vários problemas que a aviação apresenta".   O Sina diz que há muito tem denunciado junto ao Ministério Publico todas as irregularidades em relação ao setor aéreo. "Ao andarmos dentro dos aeroportos, as reclamações vêm de toda parte, as obras de fachada ruíram frente aos acidentes, e infelizmente outros acontecerão se medidas enérgicas não forem tomadas", diz a nota.   O sindicato pede ainda a exclusão dos "jabutis" - modo como os funcionários denominam assessores, gerentes e assistentes não concursados da Infraero - dos quadros da empresa e chamada imediata dos concursados, calculados em até 5 mil pessoas, "para dar conta de todos os desafios da nova aviação". "Os que hoje estão à frente (da Infraero)conseguiram colocar o meio de transporte mais seguro como um dos mais inseguros", conclui a nota.   Na quinta-feira, 26, no boletim interno do sindicato, o Sina afirmou que a "simples troca de ministro da Defesa não resolve o problema" e pediu ao governo brasileiro que modernize a infra-estrutura aeroportuária, "com uma reestruturação da aviação civil, do sistema de apoio à navegação aérea, qualificando e profissionalizando a mão-de-obra existente, melhorando as condições de trabalho, jornadas de trabalho adequadas e fiscalizando as operações aeronáuticas, definindo uma política para o fim da terceirização no setor".   O sindicato defendeu ainda uma proposta adequada para a aviação civil antes da liberação de recursos para o setor e o reordenamento da malha aeroviária brasileira, o avanço na desmilitarização do controle do tráfego aéreo. O Sina também criticou a proposta de abertura do capital da Infraero, bem como a idéia de concessão das atividades aeroportuárias.

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