Para analista, mérito é todo da candidata

A votação histórica do PV na corrida presidencial é muito mais uma vitória de Marina Silva, neófita no partido, que da própria sigla.

Rafael Moraes Moura, O Estado de S.Paulo

07 Outubro 2010 | 00h00

Embora a "onda verde" tenha levado a um segundo turno, o desempenho geral do PV nestas eleições está mais para uma "marolinha". À exceção de Fernando Gabeira, no Rio, nenhum dos candidatos a governador do partido passou da zona de 6% dos votos válidos. O aumento no número de deputados federais eleitos foi tímido - de 13 para 15 -, quando comparado a 2006.

No Distrito Federal, onde Marina exibiu o melhor desempenho nacional (41,96% dos votos), o candidato do PV ao Palácio do Buriti, Eduardo Brandão, obteve apenas 5,64%.

Os brasilienses que desejavam ver Marina presidente não se preocuparam em lhe garantir apoio político em um eventual governo. O DF tampouco elegeu verdes para a Câmara Legislativa ou o Congresso.

"Embora ocorram no mesmo dia, as eleições majoritárias e proporcionais são diferentes na cabeça do cidadão", comenta o cientista político Paulo Kramer, da Universidade de Brasília. Para Kramer, o resultado de domingo é uma vitória de Marina, "até porque ela não construiu sua história anterior no PV, e sim no PT".

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