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Para especialistas, falta de integração entre polícias colabora para roubos

Luciano Bottini Filho - O Estado de S. Paulo

23 Maio 2014 | 13h 42

Ex-comandante da PM do Estado de São Paulo cobrou cooperação entre Polícias Militar e Civil; já sociólogo criticou estrutura 'extremamente vertical' para tomada de decisões

SÃO PAULO - A falta de integração entre Polícia Militar e Civil explica por que os homicídios foram diminuídos no Estado de São Paulo, mas os roubos e furtos só aumentaram nos últimos meses, na avaliação de especialistas que participaram de painel dos Fóruns Estadão Brasil 2018. "Homicídios você pode trabalhar separadamente, (o lado) ostensivo e investigação, mas, para o ladrão que vive à caça de oportunidade, depende-se de uma fina cooperação das polícias", afirmou nesta sexta feira, 23, o ex-comandante da PM coronel José Vicente da Silva.

O especialista de Segurança Pública debateu nesta manhã estratégias de policiamento e unificação das polícias. Outro convidado foi o sociólogo Cláudio Beato, do Centro de Estudos em Criminalidade e Segurança Pública. Ambos concordaram que as duas polícias paulistas precisam unir esforços para melhorar a gestão das informações e combater o crime.

A questão do militarismo na polícia também foi analisada. "O mal do militarismo é uma estrutura extremamente vertical", apontou Beato. Segundo ele, há uma dificuldade dos PMs de nível mais baixo participar da tomada de decisão, apesar do policiamento exigir constante análise de dados de quem está agindo nas ruas.

Já o coronel Vicente reclamou da má formação dos agentes. "Você reduz o tempo de formação do policial e bota mais espantalhos na esquina."