Para PR, demissões a conta-gotas desgastam relação com Executivo

Insatisfeito com a condução da crise, o PR está acusando o governo de querer criar fatos políticos contra a legenda com as mudanças feitas no órgão. Para o partido, as demissões de apadrinhados a conta-gotas estão desgastando a relação com o Executivo.

Eduardo Bresciani / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

21 Julho 2011 | 00h00

"É natural que o novo ministro faça substituições, mas o que não parece ser normal é fazer isso a conta-gotas. Esta forma de fazer as mudanças expõe o nosso partido e nos deixa numa situação desconfortável com o governo", reclamou o Luciano Castro (PR-RR), vice-líder do governo na Câmara. Segundo ele, parlamentares do PR devem se reunir em agosto para fazer uma análise da crise.

A reclamação pública de Castro se soma à cobrança feita pelo líder do partido na Câmara, Lincoln Portela (MG), de que se use a mesma "balança" para avaliar integrantes de outros partidos alvo de denúncias. O PR tem enfatizado que as decisões nos Transportes e no Dnit eram tomadas em colegiado com integrantes de outras legendas, como o PT.

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