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Paralisação de ônibus em duas capitais afeta mais de 1 milhão de passageiros

Carmen Pompeu e Ernesto Batista - Especial para o Estado

29 Maio 2014 | 11h 46

Em Fortaleza (CE), motoristas e cobradores protestam contra violência após morte de colega; já em São Luís (MA), sindicato entrou com ação no Tribunal Regional do Trabalho

Atualizado às 12h45

Duas capitais da Região Nordeste amanheceram sem transporte coletivo nesta quinta-feira, 29, prejudicando ao menos 1,7 milhão de pessoas. Em Fortaleza, rodoviários fecharam os sete terminais de ônibus da cidade em protesto contra ataques sofridos por um motorista e um cobrador - o primeiro morreu e o segundo corre o risco de ficar paraplégico. Já em São Luís, o sindicato da categoria entrou com uma ação de dissídio coletivo de natureza econômica no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e realizou assembleia para avaliar a situação da greve.

Na capital cearense, motoristas e cobradores decidiram cruzar os braços por todo o dia, revoltados com a morte do colega. A paralisação começou na noite desta quarta-feira, 28, quando o Terminal do Siqueira foi fechado. Um milhão de usuários foram pegos de surpresa. O motorista Francisco Erivaldo Marinho, de 55 anos, e o cobrador Francisco Valderir Carneiro foram esfaqueados durante assalto ao ônibus da Linha Parque Santa Maria/Siqueira.

Marinho não resistiu aos ferimentos e morreu às 7h desta quinta-feira. Já Carneiro corre o risco de ficar paraplégico. Segundo a assessoria de comunicação do hospital Instituto Dr. José Frota (IJF), o cobrador está na emergência e espera para fazer exames de ressonância magnética.

Os manifestantes pedem mais segurança nos transportes coletivos. Diretores do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários no Ceará (Sintro) estão reunidos com o Comando Geral da Polícia Militar do Ceará e com representantes do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Ceará (Sindiônibus).

São Luís. O Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário do Estado do Maranhão (STTREMA) entrou com uma ação de dissídio coletivo de natureza econômica no TRT. O julgamento deve começar nesta quinta-feira, mas deve levar até 10 dias para ser concluído.

Na noite de quarta-feira, uma tentativa de conciliação, mediada pela desembargadora Solange Cristina Passos de Castro Cordeiro, que é a relatora do processo de dissídio coletivo, acabou fracassando, e a greve entra em seu terceiro dia, afetando cerca de 750 mil pessoas - 100% da frota dos ônibus não saiu das garagens.

Às 10h desta quinta-feira, estava marcada uma assembleia de motoristas e cobradores para avaliar a situação da greve da categoria e decidir se os ônibus voltariam a circular enquanto o julgamento do dissídio coletivo para categoria não é concluído. Porém, sem quórum, o STTREMA foi obrigado a adiar.

Ironicamente, o secretário de Administração do sindicato, Isaías Castelo Branco, afirmou que o adiamento se deveu à dificuldade de transporte encontrada pelos motoristas e cobradores para chegar à sede do STTREMA, localizada na Rua Afonso Pena, no centro histórico da capital maranhense.

Esta é a segunda vez que o sindicato alega dificuldade de transporte para arregimentar seus sócios. A primeira vez foi na terça-feira, 27, primeiro dia da paralisação total, quando estava prevista uma caminhada pelo centro de São Luís. Na hora marcada, apenas Castelo Branco e o presidente do Sindicato, Gilson Coimbra, estavam no local, e a manifestação acabou cancelada.

A nova tentativa de realizar a assembleia está marcada para as 16h desta quinta-feira, também na sede do STTREMA.

Enquanto os motoristas e cobradores não se reúnem para decidir novos rumos para a greve, a multa estabelecida pela Justiça do Trabalho por não cumprir a determinação de colocar em circulação 70% da frota continua crescendo e já chega perto do R$ 500 mil.

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