Paraná decreta calamidade pública em municípios do litoral

Fortes chuvas afetam oito cidades do Estado, onde três mortes foram confirmadas; outras 12 mil pessoas estão desabrigadas ou desalojadas

Evandro Fadel, O Estado de S. Paulo

15 Março 2011 | 16h38

CURITIBA - O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), decretou estado de calamidade pública para os municípios de Morretes e Antonina, no litoral do Estado, em razão das chuvas que destruíram parte dos municípios. A Defesa Civil também preparava os documentos para que fossem homologados pelo governo estadual os decretos municipais de situação de emergência de Paranaguá e Guaratuba. Com os decretos é possível tornar mais ágil a contratação de serviços e a realização de obras de recuperação e de atendimento à população.

 

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Os dados da Defesa Civil apontavam, na tarde desta terça-feira, 15, problemas em oito municípios do Estado, com a confirmação de três mortes - duas em Antonina e uma em Honório Serpa, na região sul. Duas pessoas ainda continuavam desaparecidas em Morretes. Mais de três mil residências foram danificadas, afetando a vida de cerca de 28,5 mil pessoas. Dessas, 10.363 tiveram que abandonar as residências abrigando-se em casas de amigos ou familiares. Outras 2.487 pessoas dependiam de abrigos públicos.

 

Pela manhã, a presidente Dilma Rousseff telefonou ao governador para receber um informe da situação vivida pelos moradores do litoral. Ela determinou o envio de uma ponte metálica do Exército, que está em Porto União (SC), na divisa com o Paraná. A ponte facilitará o acesso entre a BR-277 e Morretes. Em razão da queda ou avarias em pontes, o tráfego entre Curitiba e o litoral estava sendo feito de forma lenta. O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, deve visitar nesta quarta-feira, 16, as áreas afetadas pelas chuvas.

 

Na manhã de ontem, ainda havia chuviscos ocasionais no litoral. À tarde, o céu permaneceu nublado na maioria do tempo. Segundo a Defesa Civil, um dos maiores problemas, particularmente para Antonina e Paranaguá, era a falta de água potável. Em Paranaguá o desabastecimento é quase total. A previsão é que metade seja restabelecida até amanhã (17). Enquanto isso, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) já mandou 540 mil litros de água e cinco caminhões-pipa ajudam na distribuição. As aulas foram suspensas durante esta semana em Paranaguá.

 

A BR-376, que liga Paraná e Santa Catarina, continua totalmente interditada a partir do quilômetro 630 até o quilômetro 27 da BR-101, sua continuidade em território catarinense, por causa de um deslizamento de terra entre os quilômetros 657 e 672. O desvio para quem sai de Curitiba é a BR-116 até Mafra, onde acessa a BR-280 e a Serra Dona Francisca, chegando ao quilômetro 27 da BR-101, em Pirabeiraba. Para quem está em Santa Catarina, o recomendado é fazer o caminho inverso.

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