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Paraná deve apresentar modelo prisional ao governo do Maranhão

Ferramenta de gestão prisional permite integração de dados do Executivo com o Judiciário e o MPF

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Julio César Lima ,
Agência Estado

10 Janeiro 2014 | 17h33

CURITIBA - Uma comitiva de técnicos do governo paranaense deve ir a São Luis (MA), na próxima quarta-feira, 15, para detalhar ao governo do Maranhão a utilização do Business Intelligence, uma ferramenta de gestão prisional que permite a integração de dados do Executivo com o Poder Judiciário e o Ministério Público Federal.

Segundo a assessoria do governo do Paraná, a governadora Roseana Sarney fez um contato informal com a secretária de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SEJU), Maria Tereza Uille Gomes, para detalhar mais o projeto. Dados oficiais do governo paranaense indicaram uma queda de 30,5 mil para 28 mil no número de presos desde a aplicação da ferramenta.

Por meio da assessoria, a secretária afirmou que a redução permitiria melhorar as condições de superlotação carcerária, além de provocar economia na construção de novos presídios. O programa detectou que muitos detentos chegavam a ficar mais tempo presos do que suas penas exigiam.

Em dezembro de 2010 havia um déficit de 10.118 vagas que passaram a ser de 3.855 segundo dados da SEJU de dezembro de 2013. A aplicação do programa foi apontada como uma das causas para essa redução de 62% nos números.

O programa denominado de Business Intelligence (BI) coloca à disposição dados atualizados e detalhados sobre a situação prisional, dados pessoais e perfil de cada detento a partir das bases de dados dos sistemas utilizados pela administração Penitenciária, administração de Segurança Pública e informações Judiciárias, suficientes para obter informações em tempo real sobre a situação de cada detento para agilizar o julgamento dos pedidos de "habeas corpus" (liberação) ou mudança para regime semiaberto.

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