Parceria cresce no setor de tecnologia

Enquanto no comércio tradicional as relações entre Brasil e Estados Unidos enfrentam dificuldades, na área da inovação tecnológica a parceria vem crescendo. "Há muitos pequenos fundos de investimento nos Estados Unidos em capital-semente que estão investindo aqui, alguns até se mudaram para cá", disse o gerente de Assuntos Internacionais da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Roberto Alvarez.

Lu Aiko Otta, O Estado de S.Paulo

19 Março 2011 | 00h00

Esses fundos investem em empresas que transformam uma nova tecnologia em produto comercial. É um mercado que movimenta US$ 36 bilhões no País.

Brasil e Estados Unidos têm um fórum de inovação tecnológica que reúne empresários, governos e academia dos dois lados. No ano passado, foi realizada uma reunião de cúpula em Washington do qual participaram 450 executivos, 150 brasileiros. Desses encontros resultam não só investimentos de fundos, mas também associações entre empresas dos dois lados, envolvendo ou não o governo.

Há, por exemplo, um projeto que pretende levar empresas brasileiras de tecnologia para os EUA. Elas seriam incubadas na Universidade do Estado do Arizona. Segundo Alvarez, há duas empresas nacionais "em conversação" para integrar esse programa. Na outra via, empresas americanas poderão ganhar o mercado a partir da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul. O acordo prevê a troca de três empresas de cada lado.

Brasil e EUA também têm um experimento conjunto no uso de equipamentos inteligentes para medir uso de eletricidade, os smart grids. Sete Lagoas, em Minas Gerais, e Richland, no Estado de Washington, fazem parte de um piloto para uso dessa nova tecnologia.

O etanol brasileiro enfrenta barreiras tarifárias para ingressar no mercado americano, mas técnicos dos dois países trabalharam juntos para elaborar um padrão para o etanol. É um conjunto de amostras que servem de referência para o álcool a ser comercializado no mundo, de forma a garantir que o produto tenha sempre as mesmas características.

A padronização do etanol é um passo importante para transformar o produto em uma commodity internacional, que é objetivo dos dois países.

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