Pastas citam novos serviços para defender locações

Segundo a maioria dos ministérios procurados pelo ''Estado'', falta espaço para abrigar na Esplanada as novas estruturas criadas nos últimos anos

, O Estado de S.Paulo

13 Março 2011 | 00h00

BRASÍLIA

Os ministérios argumentam que é necessária a locação de prédios para acomodar suas instalações. Procurados pelo Estado, alegaram que houve crescimento das pastas e, consequentemente, falta de espaço para abrigar na Esplanada as novas estruturas criadas nos últimos anos.

"Houve expansão das secretarias do ministério, além da necessidade de estruturar uma unidade para atender às demandas da Lei de Incentivo ao Esporte, como também para acomodar os novos servidores aprovados em concurso publico realizado em 2008", explicou o Ministério do Esporte.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário, "o aluguel é necessário porque os espaços disponíveis no bloco A da Esplanada dos Ministérios e no Edifício Palácio do Desenvolvimento não são suficientes". A pasta citou uma série de áreas, entre elas a Coordenação Nacional das Delegacias Federais, a Secretaria de Agricultura Familiar, a Assessoria de Comunicação Social e o Núcleo de Estudos Agrário.

Já o Ministério do Turismo deu a seguinte explicação sobre os R$ 100 mil gastos mensalmente com aluguel de três andares de um prédio: "Nos últimos oito anos, houve aumento de serviços e da quantidade de servidores, o que gerou a necessidade de mais espaço. Como não foi possível viabilizar locais junto à administração federal, foi preciso realizar locações".

O Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio justificou a locação com a necessidade de transferência de servidores do Rio de Janeiro para Brasília. A Secretaria de Portos alegou que, por falta de salas na Esplanada, teve de recorrer a aluguéis num prédio comercial de Brasília. A mesma justificativa foi dada pelo Ministério de Desenvolvimento Social e pela pasta da Integração Nacional.

Segundo o Ministério da Cultura, a escolha do imóvel alugado no Parque das Cidades, por R$ 1,1 milhão mensais, "ocorreu após a divulgação de um edital e baseou-se no melhor preço apresentado". O Ministério das Cidades não respondeu às perguntas do Estado.

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